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Projeto Dinossauro


DADAS AS DEVIDAS PROPORÇÕES É QUASE POSSÍVEL AFIRMAR QUE PROJETO DINOSSAURO É UM PASSO ADIANTE EM TUDO QUE STEVEN SPIELBERG INVENTOU NA FRANQUIA JURASSIC PARK. Antes de você, caro leitor “spielberlete”, começar a pensar em me obrigar a tomar litros de cerveja quente ou caipirinha com adoçante, espero que entenda que estou me referindo ao conceito de humanos lidando com dinossauros. Óbvio que um filme do Spielberg nunca iria privilegiar o banquete sem moderação dos animais extintos ou se parecer com um filme de terror, mas tem coisa mais divertida que imaginar dinossauros atacando humanos xeretas sem dó?

O correto seria dizer que Projeto Dinossauro é mais como um encontro de Jurassic Park com produções found footage, como Cloverfield ou A Bruxa de Blair. Tudo isso com o astro Justin Bieber no papel principal. Tá, eu sei que o protagonista não é o cantor mais irritante da atual geração teen, mas me deixe acreditar nisso em paz. A trama apresenta uma expedição britânica investigando boatos da existência de criaturas gigantescas no Congo. Quando eles chegam, logo descobrem que alguns dinossauros não foram completamente extintos.

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Só faltou cantar "Baby".
Só faltou cantar “Baby”

Projeto Dinossauro é bem limitado tecnicamente, mas consegue surpreender positivamente quem viu o trailer e começou a imaginar que a produção fosse uma bela porcaria. Conduzido de maneira eficiente (ou consciente de sua escassez de recursos), a trama peca especialmente por seus personagens estereotipados. No meio dos mocinhos existe um personagem ganancioso e que se deixará levar pelo desejo de receber os méritos pela descoberta. Existe o confronto entre filho que se sente rejeitado com o pai distante e ocupado. Também tem a personagem que sabe exatamente o que está acontecendo, mas não abre a boca para contar nadinha e prefere deixar as pessoas morrerem. Não poderia faltar a personagem loirinha gostosa que está lá apenas para preencher a cota sexual, bem como o camera man maluco (ou maconheiro, entenda como quiser). Todos no meio de uma ilha habitada por dinossauros e que, claro, ao invés de buscarem sua sobrevivência, partem logo para a vontade idiota de encontrarem mais espécies.

Divertido é a melhor palavra para descrever o filme, cujo elenco é recheado de atores desconhecidos e que provavelmente correm o risco de não aparecerem em nenhuma outra produção de renome ou com target no grande público. O espectador só deve ficar avisado para não esperar um Jurassic Park da vida, pois se tratam de filmes completamente distintos. Tanto na proposta quanto nos efeitos especiais, que costumam ser um dos principais motivos que atraem as pessoas para esse tipo específico de tema. Mas para quem está atrás apenas de uma boa desculpa para ir ao cinema e gastar o máximo da capacidade de seus dentes em mastigar quilos de pipoca, eis uma opção interessante.


Nota:[tres ]

1 comentário
  1. Eduardo Monteiro Diz

    Sai do cinema me sentindo mentalmente estuprado e o filme não sai do meu Bottom 10 nem arrastado. Foi a crítica mais irônica que escrevi nesse ano (http://bit.ly/P1Fado).

    Demitam o Tullio Dias! Ele não entende nada!

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