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Closer

De Mike Nichols. Com: Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman, Clive Owen.

Escrevendo sobre A Primeira Noite de um Homem, segundo longa do grande diretor Mike Nichols, me senti quase que obrigado a citar, pelo menos uma vez esse filme – o tal de Closer. Na verdade só assisti a Primeira Noite… devido a admiração que tenho por ele, na minha opinião, o melhor que já vi até hoje (guardadados os exageros e empolgações que pretendo explicar aqui)! Foi aí que me peguei pensando “Por que (diabos) gosto tanto de Closer?”. Uai: bom tema pra post!

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Não tem como: me acho até meio chato quando se trata de Closer… Sempre o melhor, sempre o mais emocionante, o mais realista filme sobre relacionamentos feitos nos útimos tempos (consulte na net sobre ele, e essa é a frase que mais vai achar a respeito). Enfim: Closer é foda. Aqui vão alguns motivos pra isso:MOTIVO 1: A trilha – Não há como não se apaixonar por Closer e adorar Natalie Portman (ou adorar Closer e amar Natalie) desde o começo da projeção quando a linda e despretenciosa Alice caminha pelas ruas de Londres ao som de ”The Blower’s Daughter”, de Damien Rice. Tem de Mozart a Bebel Gilberto no filme!MOTIVO 2: Os personagens – Já é repetitivo falar sobre isso, mas os personagens de Closer são quase que o arquétipo de todos aqueles que gostaram ou que gostam de alguém na vida!!! Aquele que é tão auto-confiante que não consegue admitir que perdeu (Larry?); aquele que, tão perdido na vida, não consegue se encontrar também no amor, se tornando assim egoísta (Dan?); aquela que opta sempre pelo que mais lhe convém, pela situação mais segura (Ana?); e aquela que parece ser a mais frágil, mas que se preserva durante todo o tempo pra não se ferir demais (ALICE!!!).MOTIVO 3: Cenas e dialógos dolorosos – Apenas três coisas aqui:‘A cena em que Ana termina com Dan’: É com certeza a melhor cena de Julia Roberts no filme, e talvez de Clive Owen (só competindo com a próxima cena de que vou falar). É uma mudança muito drástica de emoções e de reações às emoções do outro, respostas agéis, dificilmente ditas e nada fáceis de serem escutadas. Foda!Ou ‘O strip-tease de Alice para Dan’: é aqui que o machão desaba e deixa todo o controle da situação para a bela Alice. Coisa linda!

E por último, e não menos importante ‘O(s) término(s) de Alice e Dan’: É muito bem representado o modo como as coisas mudam de figura: numa hora Alice praticamente implora pelo amor de Dan; depois é ele que se vê desprezado pela moça que parece ter percebido que ele não vale a pena – “I don’t love you anymore”. Pronto simples assim!

Fora as pequenas falas, tão bem escritas e ditas pelo belo elenco, sempre constatações difíceis sobre a situação e ao ponto em que chegaram (tipo: “Sou egoísta. Acho que serei mais feliz com ela”, ou “Ele transa melhor do que eu?”, “Não sou tão nobre pra te perdoar, fodi com ela a noite toda!”, “Se eu te ver de novo eu nunca mais vou te deixar” – essa é demais!, “Mentir é a coisa mais divertida que uma garota pode fazer sem tirar a roupa, mas é melhor se você o fizer”, “Eu sou repugnante”, “Eu te divirto, mas te canso”, enfim, chega senão fico aqui até amanhã!).

Sim: gosto de Closer, porque pra mim filme bom é que aquele com o qual você se identifica, e principalmente se seus fatores ‘identificáveis’ forem verossímeis e bem retratados. E por causa da Natalie também, falei!!! hehe
Então se não viram, vejam, quem viu fale se concorda, mas o fato é que Closer vai ser difícil de superar.

Nota:

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