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Filme: Sabrina

O texto abaixo é de autoria de Lilian Vaz, estudante de Letras da UFMG e que tem um excelente gosto para roupas.


NÃO TEM COMO FALAR DE AUDREY HEPBURN sem pensar em Bonequinha de Luxo, mas o filme Sabrina também é significativo dentro da carreira da atriz. Segundo filme da moça e posterior ao Oscar, recebido pela sua atuação em Roman Holiday, Audrey aparece com uma interpretação bastante crua, mas que já prevê o que ela se tornaria.

O enredo do filme é um tanto batido: A história da filha do motorista que se apaixona pelos filhos do patrão. David, o irmão mais novo, representado pelo ator William Holden, – com quem Audrey realmente teve um relacionamento – e Linus, obviamente o mais velho e feito pelo grande Humphrey Bogart. Com alguns clichês você pode estar se perguntando: Por que raios então eu deveria perder mais de uma hora assistindo Sabrina?

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Sabrina marca o início da grande parceria de Audrey com o estilista francês Hubert de Givenchy que iria vesti-la em grande parte de seus filmes. Na verdade, essa era uma das exigências dela quando assinava algum contrato para produção de um longa. Ficaram marcados o ”decote Sabrina” utilizado no vestido que Audrey usa para ir a uma festa na casa dos Larrabee e o ”salto Sabrina”, um salto que tem menos do que 5 centímetros. Se hoje Audrey é reconhecida como um dos ícones de belezas hollywoodianas, Giventchy tem uma grande parcela de culpa.

Em Sabrina, Audrey ainda não era nem a sombra do que iria se tornar. Com uma aura frágil que iria acompanha-la , a atriz aparece como uma adolescente e posteriormente uma adulta que se esqueceu de crescer. Uma garota ingênua e que vê na paixão platônica por David a realização de sua felicidade. No decorrer da trama, a personagem Sabrina cresce fisicamente, mas interiormente ela continua sendo a mesma filha do motorista. Além de Audrey, não podemos ignorar Bogart. O ator já era consagrado por Casablanca e em Sabrina não decepciona. Fazendo o papel do irmão sério Linus, Bogart constrói a imagem do homem de negócios forte que não abre margem para às mulheres e para o amor.

Uma das coisas que sempre me chamou atenção em relação à Audrey é que ela ”foge” do modelo Hollywoodiano. Audrey não era loira, não tinha um corpo escultural igual à Marylin Monroe ou Grace Kelly, pelo contrário, Audrey era extremamente magra. A magreza não era causada por anorexia ou coisas do tipo; na adolescência, Audrey sofreu com o período da Segunda Guerra Mundial e por ter que viver com comida escassa, nunca mais conseguiu ganhar massa ou ter vontade de comer muito. A aparência esquálida, os grandes olhos e a elegância tornam Hepburn um nome forte dentro da história do cinema e em Sabrina temos isso representado muito bem.

Tirando que este texto todo foi escrito por uma pessoa que adora o trabalho da Audrey e que nunca escreveu sobre nenhum filme, vale a pela assistir Sabrina e alias, não só ele! Se você não se apaixonar por Audrey cantando “La vie en rose”, tens um coração duro meu caro amigo.

Nota:  

 

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