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Se7en – Os 7 Pecados Capitais

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Eis que temos aqui o Filme-Pai de Jogos Mortais! Me choquei tanto quando vi que ninguém tinha falado sobre que me empolguei logo a escrever sobre o filme! Já conhecia o filme há anos, mas só tive o prazer de assisti-lo nesse Domingo! Foi legal descobrir que o filme tem dedo do David Fincher. Realmente é sensacional!

O Detetive William Somerset (Morgan Freeman) está prestes a se aposentar. Chega a cidade quem será seu sucessor, o detetive David Mills (Brad Pitt). Aparentemente iria correr tudo bem, até eles se depararem com uma série de mortes que faziam referência aos 7 Pecados Capitais: Gula, Cobiça, Preguiça, Luxúria, Vaidade, Inveja e Ira. Os quebra-cabeças deixam Jigsaw no chinelo fácil. Cada corpo encontrado de um modo a lembrar claramente os pecados: um cara que foi obrigado a comer até praticamente explodir, outro que ficou amarrado numa cama por 1 ano, outra que teve o rosto desfigurado e ou se matava ou vivia deformada, e por aí vai. Com o decorrer do filme, você chega a conclusão que o assassino realmente é doentio e muito, muito frio, porque tem que ter culhão pra fazer o que ele fez sozinho, porque Jigsaw ainda teve seus comparsas! Morgan Freeman encarna muito bem o papel de tira veterano e cabeça racional, analisando friamente cada situação, e Brad Pitt ficou muito bem no papel de tira novato que age por impulso, pronto pra fazer uma merda a qualquer momento. O papel da Gwyneth Paltow é meio sem sal, e Kevin Spacey encarnando o assassino John Doe foi a coisa mais genial que eles puderam inventar! Frio, calculista, culto e muto inteligente, impossível não se lembrar do Dr. Hannibal Lecter! Pra quem não viu o filme, não vou citar o final porque, acredite, surpreende demais e vale muito a pena assistir!


O post não ficou muito grande, afinal, não há muito o que dizer sobre o filme sem dar muitos spoilers. David Fincher trabalhou o cenário com maestria. O jogo de luz, a chuva incessante, tudo isso junto torna Seven um puta filme de suspense/thriller de deixar qualquer um com os nervos atiçados! Se você gostou de Jogos Mortais, veja de onde descaradamente saiu a inspiração! Recomendadíssimo! Só não dou 5 caipirinhas porque depois dos primeiros pecados, os outros não ficam tão expostos em cena, exceto é claro, pelos 2 últimos 😉

FICHA TÉCNICA DA PELÍCULA:

Nome Original: Seven/Se7en
Direção: David Fincher
Produção: Arnold Kopelson
Roteiro: Andrew Kevin Walker
Elenco: Morgan Freeman
Brad Pitt
Gwyneth Paltrow
Kevin Spacey
R. Lee Ermey
Lançamento: Setembro de 1995
Duração: 128min

Nota do Buteco: 4 1/2 Caipirinhas!

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5 Comments

5 Comments

  1. Fla

    28 de agosto de 2009 at 20:29

    EXCELENTE FILME!

    nem tenho comentários haha

  2. 2T

    28 de agosto de 2009 at 22:39

    david fincher + kevin spacey + brad pitt + cabeças.

    nada a declarar

  3. 2T

    29 de agosto de 2009 at 22:44

    Dificil saber se Kevin Spacey se deu melhor como Keiser Soze (Os Suspeitos) ou John Doe. Dois filmes são da mesma época, creio…

  4. Wendel Wonka

    30 de agosto de 2009 at 22:35

    Sem palavras para o Kevin Spacey! Mt foda!

  5. 2T

    18 de setembro de 2009 at 21:23

    Acho que deveria rolar chat aqui…

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Críticas de filmes

O Telefone Preto

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A Blumhouse, produtora americana conhecida pelas franquias Halloween e Atividade Paranormal, traz uma boa surpresa para o cenário do terror mainstream em 2022 com o lançamento de O Telefone Preto. O longa dirigido por Scott Derrickson (Doutor Estranho, 2016), chega aos cinemas brasileiros dia 21 de julho e traz Ethan Hawke (Cavaleiro da Lua, 2022) sequestrando adolescentes nos anos 70.


O roteiro segue Finney Shaw, interpretado por Mason Thames (Walker, 2017) um adolescente de 13 anos introvertido e que sofre bullying na escola. Ele e sua irmã Gwen, vivida por Madeleine McGraw (Homem Formiga e a Vespa, 2018), são muitos próximos e enfrentam dificuldades em casa devido ao alcoolismo do pai, papel de Jeremy Davies (A Casa Que Jack Construiu, 2018).


Um ponto alto do filme está no carisma das crianças. Finney e Gwen são personagens com os quais nos importamos desde o ínicio, não apenas por serem crianças desprotegidas, mas por possuírem instinto de sobrevivência e superação. A amizade dos irmãos proporciona momentos comoventes e fofos em tela e, mesmo quando estão separados, a conexão entre os dois continua muito forte.


Dessa forma, ao colocar crianças como protagonistas, o diretor que também é um dos roteiristas do filme juntamente com C. Robert Cargill (A Entidade, 2012), assumiu o risco de confiar nas habilidades delas para transmitir a tensão do filme. É certo que o elenco de apoio, composto pelos adultos também atua bem, o próprio Ethan Hawke, sempre competente, porém, ele passa todo tempo do filme mascarado e, as situações mais aflitivas, são lideradas pelos atores mirins.


Na cidade de Denver, Colorado, onde a família mora, alguns garotos que estudam na mesma escola dos irmãos começam a desaparecer. Finney, ao voltar para casa depois da aula, também é pego pelo sequestrador mascarado que o leva para um porão à prova de som. No local, há apenas uma cama e um telefone preto desconectado, porém, Finney começa a ouvir chamadas do aparelho desligado.


As ligações recebidas por Finney são os fantasmas dos meninos assassinados anteriormente pelo sequestrador. A princípio, Finney fica assustado com essa interação sobrenatural, mas logo começa a se comunicar melhor com os garotos mortos e usar isso para tentar escapar do cativeiro. Nesse momento, conhecemos melhor o caráter sádico do vilão e quem foram as primeiras vítimas dele.


Além disso, a atmosfera sombria, a violência e a constante ameaça de que Finney não irá escapar de seu destino terrível, aliadas ao uso contidos de jump scares, fazem com que o suspense seja eficiente. O longa foi baseado no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King, e, os fãs de King irão perceber várias referências e inspirações do autor de It: A coisa.


O Telefone Preto não é um filme perfeito e pode não impressionar a todos, porém, quem aprecia uma combinação entre os subgêneros sobrevivência e investigação, irá sair da sessão muito satisfeito. As jornadas dos personagens e a entrega das performances conseguem prender nossa atenção. Vale a pena conferir!

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Críticas de filmes

Elvis: Austin Butler é o Rei do Rock em cinebiografia de Baz Luhrmann

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O ator de 30 anos, Austin Butler, era conhecido por participações em programas adolescentes dos canais Disney Channel e Nickelodeon e por protagonizar a série The Carries Diaries (2013-2014). No ano de 2019, além de uma ponta em Era Uma Vez…Em Hollywood de Quentin Tarantino, Butler foi escalado para viver Elvis Presley na cinebiografia Elvis (2022), de Baz Luhrmann, neste que provavelmente é o papel que colocará o jovem ator como um dos mais promissores artistas do cinema atualmente. 

Elvis, que estreia no Brasil no dia 14 de julho de 2022, a primeira vista pode parecer uma cinebiografia tradicional e, de certo modo, o roteiro segue uma estrutura linear conhecida de ascensão e queda do astro do rock. Contudo, a direção e estilo de Baz Luhrmann (O Grande Gatsby, 2013), trazem um diferencial para o filme e, principalmente, para quem é fã do diretor, elevem a experiência cinematográfica. 

Como de costume, Baz utilizou de toda sua criatividade para maximizar os eventos que ele decidiu contar. O filme é extremamente vibrante e frenético. Logo nos minutos iniciais pode-se perceber que a montagem, nada convencional,  realiza transições diferentes, mistura gêneros diferentes e potencializa as partes musicais com cortes rápidos e variações de filtros e cores em sua fotografia e figurinos.

Para acompanhar essa vibração alucinante, era preciso contar com uma performance marcante que conseguisse capturar a essência de Elvis. Levando isso em conta, Austin Butler foi a escolha perfeita. Austin é uma estrela em ascensão e, é impossível não se apaixonar por ele. Em entrevistas para promover o longa, Butler detalhou um longo processo de dois anos de estudo para fazer justiça à figura de Presley. 

A dedicação e preparo do ator compensaram bastante porque Austin Butler é o filme! Para dar luz ao personagem, além de cantar e dançar muito bem, eram necessárias atitudes e comportamentos que fossem além de imitações caricatas. Dessa maneira, o ator transmite todo o magnetismo, energia e carisma que encontramos em Elvis Presley. 

Por outro lado, o personagem vivido por Tom Hanks,  o empresário Tom Parker, que foi responsável por lançar o cantor ao estrelato, não fugiu muito de um caráter caricaturesco. Isso se deve, não tanto pela interpretação de Tom Hanks, mas sim, pelas escolhas do roteiro e direção. Ao definirem Tom Parker como um antagonista muito claro, eles o transformaram em um vilão exagerado. De fato, os abusos emocionais e financeiros que Parker praticava com Elvis, são angustiantes e  é nítido que a proposta do filme era aumentar a comoção e nos deixar revoltados com a manipulação sofrida por ele. 

De maneira geral, Elvis emociona, entretém e destaca as contribuições do ícone do rock para a história da música. Comparada às dezenas de cinebiografias que os estúdios produzem todos os anos, Elvis consegue se sobressair. O filme foi ovacionado por 12 minutos no Festival de Cannes em maio deste ano, e vem conseguindo ótimos números de bilheteria nos Estados Unidos. O sucesso do filme é merecido, vida longa a Austin Butler e Baz Luhrmann! 

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Críticas de filmes

Lightyear: Buzz recruta turma de desajustados em aventura do Comando Estelar

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A franquia Toy Story é sem dúvidas um dos maiores sucessos da história do cinema, tanto no desempenho nas bilheterias quanto na aclamação da crítica e do público em geral. Um dos motivos que explicam tamanho êxito é o carisma e simpatia de personagens como Woody, Rex, Sr. Cabeça de Batata e Buzz Lightyear. Este último ganhou seu spin-off que estreia dia 16 de junho no Brasil.

Os fãs de Toy Story, provavelmente devem se lembrar que em 1995, Andy  ganhou um exemplar do brinquedo Buzz, personagem principal do seu filme favorito. Assim, Lightyear, como indica o nome, se propõe a contar a história original de como Buzz se tornou o lendário patrulheiro espacial. 

No enredo, Buzz é ainda um jovem astronauta e junto de sua parceira de equipe, Izzy, estão a explorar um planeta desconhecido, porém as coisas se complicam quando plantas hostis atacam a nave de Buzz. A tentativa de escapar do local dá errado e Buzz e a tripulação são forçados a ficar no local e elaborar um plano arriscado de fuga. 

Dessa forma, o filme percorre várias referências e alusões a clássicos da ficção científica. De fato, em sua missão para conseguir retornar à Terra, Buzz precisa encontrar uma maneira de viajar entre o tempo e o espaço.  Assim, em suas tentativas, o patrulheiro envelhece alguns minutos, enquanto seus amigos envelhecem por anos e, a cada falha de Buzz, ele se distancia da idade das pessoas. 

Além disso, esse fato traz diversos conflitos para o protagonista: Buzz se sente muito frustrado por não conseguir cumprir a missão e não consegue se integrar à nova realidade. Dessa maneira, o roteiro usa as investidas que falharam para mostrar características da personalidade de Buzz, ele ainda é muito teimoso e se recusa a aceitar ajuda. 

Todas essas qualidades são acentuadas quando Buzz se junta à uma turma de patrulheiros desajustados. Nesse momento, o protagonista precisa aprender a lidar com seus defeitos e, principalmente, a trabalhar em equipe. Os elementos de nostalgia são explorados na medida mas nunca em exager. Assim, o filme destaca valores de amizade, companheirismo e força de vontade. 

Outro momento especial que acompanhamos são as mudanças de traje do Buzz, que vão evoluindo no decorrer da história. De modo geral, Lightyear é divertido e tem personagens carismáticos que vão agradar a todos os públicos. O enredo se mantém consistente e no terceiro ato traz elementos novos mas sem grandes reviravoltas.  A Pixar trouxe uma experiência cinematográfica depois de dois anos sem lançamentos no cinema e vale a pena conferir. 

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Bombando!