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A Freira

 

 

Com ótimos sustos, produção dirigida por Corin Hardy faz a conexão esperada com “Invocação do Mal 2”

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Pode parecer apenas mais um dos filmes de terror da franquia que tem nos dois longas de “Invocação do Mal” e em”Annabelle 2 – A Criação do Mal (2017)” seus melhores exemplos. Mas “A Freira” (“The Nun”) não fica atrás de seus antecessores e entrega a produção esperada pelos fãs, provocando bons sustos e pulos na cadeira. O diretor Corin Hardy soube explorar bem os três personagens e fazer a conexão que esclarece como surgiu o primeiro grande trabalho de investigação paranormal do casal de demonologistas Lorraine e Ed Warren.

Para quem segue a franquia (e para quem ainda não mas gosta de um bom terror, eu aconselho seguir), “A Freira” é o início da linha cronológica de toda a história, mesmo tendo chegado depois dos outros quatro filmes. E não exige que seja assistido na ordem das exibições. A produção explica rapidamente no início e no fim a conexão com o casal e seu primeiro encontro com o demônio Valak, que incorpora a freira em “Invocação do Mal 2″(2016).

Algumas cenas de “A Freira” fogem do terror e entram no campo do absurdo, mas não tiram o mérito da produção, por mais sem sentido que possam ser. A história se passa em 1952 em um convento instalado num antigo e assustador castelo. Os cenários escuros e tenebrosos de seus corredores e catacumbas ajudam a criar a tensão que antecede os ataques da freira demoníaca. Cruzes também são viradas de cabeça para baixo, objetos arremessados contra os protagonistas, portas se fecham e figuras assombradas aparecem e somem do nada.

Só para relembrar, o primeiro e grande sucesso que abriu as portas das boas bilheterias da franquia foi “Invocação do Mal”, seguido de “Annabelle” (2014), “Invocação do Mal 2” e “Annabelle 2 – A Criação do Mal”. “A Freira” chega às telas oferecendo uma produção eficiente, com ótimas interpretações, em especial a de Taissa Farmiga, irmã de Vera Farmiga (que faz o papel de Lorraine Warren nas outras produções). O terror bem interpretado, pelo visto, está na veia da família.

Taissa é a noviça Irene que aguarda para ser ordenada freira. Ela é enviada pelo Vaticano à Romênia, em companhia do padre exorcista Burke (Demian Bichir) para desvendar o suicídio de uma freira que vivia, como as demais, na clausura de um convento. Eles são ajudados por Frenchie (Jonas Bloquet), um camponês que entregava mantimentos para as freiras e encontrou o corpo da vítima.

O que eles não contavam era enfrentar uma entidade muito poderosa – o demônio Valak que se apossou do corpo de uma freira (interpretada por Bonnie Aarons), capaz de causar terror dentro e fora do convento. A chegada dos dois religiosos e do rapaz transforma o local em um verdadeiro campo de batalha.

O certo é que “A Freira” merece ser visto e ajuda a manter a atração do público pela milionária e uma das melhores franquias de terror dos últimos tempos, não importando os clichês (claro, eles tinham de existir, como bom filme de gênero). E já prepara os fãs para “Invocação do Mal 3”, previsto para ser lançado em 2020.

Trailer oficial legendado