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Atividade Paranormal 2


COMO DESTRUIR UM FILME INTERESSANTE: depois de arrecadar horrores com o filme original, invente uma trama sem pé ou cabeça e aposte no poder do marketing para atrair o público; deixe toda a linha criativa ficar nas mãos de pessoas conservadoras, mas que ao mesmo tempo sabem usar a violência como forma de atrair mais espectadores; e finalmente, repita praticamente tudo de bom do primeiro filme.

Talvez essa seja a melhor maneira de descrever o fraco (e nada incômodo) Atividade Paranormal 2. Se o primeiro filme foi capaz de me fazer esperar o sol nascer para conseguir dormir, o máximo que a sequência conseguiu foi me fazer querer dormir antes dos créditos finais. 

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O filme se passa antes e paralelamente aos eventos que atormentam o casal fofo do primeiro filme. Dessa vez a trama gira em torno da família da irmã de Katie. Aparentemente, o filho recém-nascido atrai um espírito demoníaco que atormenta Kristi até começar suas tentativas de possuí-la. 

Quando mencionei que o filme repete as coisas boas do primeiro filme, não estava brincando. Existem todas aquelas longas tomadas onde simplesmente nada acontece e dessa vez fica muito chato. A maldita piscina apareceu 200x e antes da metade das repetições, o público já tinha entendido o recado. Mas o diretor não percebeu que estava exagerando na dose e o resultado foi um filme fraco, nada assustador e cansativo. 

Os mais gentis e educados podem dizer que se assustaram com a cena em que Kristie é arrastada pela casa, mas para a continuação de um filme tão interessante quanto Atividade Paranormal foi muito pouco. O terror independente se perdeu no momento em que Oren Peli vendeu a sua ideia para o cabeção Steven Spielberg, que não é bobo e logo deu o jeito de modificar o final original e criar toda uma franquia. Infelizmente.

 

 

3 Comentários
  1. Ivana Diz

    Nossa…….. não achei tão ruim assim, até deu para manter a atenção e ainda tomar sustinhos. Acho que ficou abaixo do esperado em relação ao primeiro, mas como quase toda sequencia, perde um pouco da essencia.

  2. Tullio Dias Diz

    O terceiro filme é quase tão bom quanto o primeiro. Na verdade, acho que tem alguns momentos que superam as melhores sequências do primeiro filme, como a mulher sendo arrastada pela casa. Estou para publicar a crítica do 3…

    Arrepiante.

  3. Eduardo Monteiro Diz

    Concordo com você, Tullio. Não acho o filme radicalmente ruim, mas a repetição desnecessária é latente aqui. Acho genial a ideia do sistema de vigilância genial para justificar as filmagens e, inclusive, para criar o suspense na alternância das câmeras, já que você nunca sabe onde aparecerá algo e, por isso, deve ficar mais atento. Porém, depois de um tempo, passei a me sentir enganado, feito de idiota. A câmera da porta principal, por exemplo, nunca é usada adequadamente, e a da piscina, como você bem citou, não fica muito atrás.
    E também não gostei muito do terceiro, mas por outras razões. Achei melhorzinho, mas fator surpresa, por exemplo, já foi pro saco. Tiveram que apelar por terror mais tradicional. Enfim…
    Grande abraço!

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