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Terror

Dia dos Mortos

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“Primeiro houve a Noite dos Mortos Vivos, depois o Despertar dos Mortos… E agora virá o Dia mais negro e aterrorizante que o mundo já viu!”

E com esse slogan, George A. Romero lançou a 3ª parte de seus filmes de zumbi! E é perceptível a evolução, tanto da história, como no roteiro e na produção do filme! Pra vcs terem uma idéia, Romero na época disse que O Dia dos Mortos seria o E O Vento Levou dos filmes de Zumbi! Enfim, exagerado né? =P

Apesar de suceder o Despertar, um não tem relação com o outro, como todos os filmes dele. Após dominação dos zumbis por todo lugar, um pequeno grupo está numa base militar subterrânea tentando descobrir um modo de acabar com essa epidemia e ouvindo poucas notícias do mundo lá fora. Temos 3 grupos distintos: os cientistas que estão tentando de tudo pra descobrir algo sobre os zumbis (inclusive tentando adestrar zumbis!), os militares que estão lá pra proteger (mas já estão fartos dos cientistas), e os civis que estão lá na m3rda apenas para servir os 2 grupos anteriores! O grande “bum” da trama é quando eles ficam praticamente sem esperanças achando que são os únicos sobreviventes no planeta! Daí vcs sabem né, gente no desespero acontece o q? xD

O filme tem cenas bem memoráveis, como os ataques insanos sofridos por um soldado esquizofrênico que é namorado de uma cientista, e, praticamente a melhor de todas, o processo de treinamento do zumbi Bub, que pra mim vale o filme! Afinal, o Dr. Frankstein prova que os zumbis tem cérebro (?!) e podem ser treinados e esquecer de sua fome por carne! Enfim, o diferencial desse filme é que pela primeira vez (creio eu) alguém tenta explicar como funcionam os zumbis do ponto de vista médico/técnico/whatever! A maquiagem dos morto-vivos está aprimorada, os (de)feitos especiais tb evoluíram bastante, e os atores até q não estão tão ruins assim! Enfim, vale a pena conferir!

Frase memorável do filme: “What the fuck is wrong with you people? They are dead! They are fucking dead!”

FICHA TÉCNICA DA PELÍCULA:

Nome Original: Day of the Dead
Direção: George A. Romero
Produção: Richard P. Rubinstein
Roteiro: George A. Romero
Elenco: Lori Cardille
Terry Alexander
Joe Pilato
Jarlath Conroy
Anthony Dileo Jr.
Richard Liberty
Sherman Howard
Lançamento: Julho de 1985
Duração: 102min

Nota do Buteco: 7 Chopps!

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9 Comments

9 Comments

  1. fla.

    27 de outubro de 2009 at 14:59

    é, pelo que o Wonka escreveu, esse filme deve ser BEM melhor que o Despertar… mas ainda assim, tá difícil!

  2. Anonymous

    27 de outubro de 2009 at 15:15

    Eu tenho esse filme. É sensacional. O Bub, zumbi, é o herói do filme! Isso é lindo! :*)

    Vanessa

  3. Wendel Wonka

    27 de outubro de 2009 at 16:14

    Arrisca sim Fla, esse é legal =D Quero ver o remake de 2008!

    E como a Vanessa disse, o Bub salva o filme! AHHAHAHAH

  4. 2T

    27 de outubro de 2009 at 16:55

    AAAAAAAAAAAH
    tem um remake, né? hahahahaha

    acho que eu vi esse. HAHAHAHAHAHA

  5. Wendel Wonka

    27 de outubro de 2009 at 17:33

    Sim sim, remake bem novo inclusive! ^^

  6. Junnel

    28 de outubro de 2009 at 2:32

    militares, cientistas civis…
    burguesia, igreja camponeses…
    aiuehuehaiueaehaehiaehu adoro o Romero 😛
    nunca vi este nao… vou dar meu jeito de asssitir.

  7. Wendel Wonka

    28 de outubro de 2009 at 15:16

    Veja sim Junnel! Esse é bem legal! ^^

    Só falta eu assistir a Terra dos Mortos! =P

  8. Temor

    14 de dezembro de 2009 at 7:04

    O cara usou o mesmo título do Romero, colocou uns atores mais ou menos conhecidos, pegou o script original e não leu. Só assisti pq achei que era um remake, não é, é outro filme com o mesmo nome.

  9. Temor

    14 de dezembro de 2009 at 7:13

    Ao meu ver não são continuações e sim filmes que contam estórias que acontecem num tempo próximo e relativamente curto, exemplo ao começar a contaminação mostra o que acontece com um grupo em uma fazenda (1 filme ), pessoas que se isolaream em um sgopping(2 filme e remake)e estudantes que pegaram a estrada(5 filme, diário) , depois mostra a situação cerca q mes depois como é o caso de dia dos mortos (e o que aconteceu com bases militaes),e 1 ano depois com land of the dead (não gostei muito). Tomara que o sexto filme, conte sobre a raça humana tentando vencer a praga.

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Terror

Crítica: A Médium (2021)

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Em 2004, os fãs de terror tiveram uma grata surpresa, o tailandês Espíritos: A morte
está ao seu lado, dirigido pela dupla Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom.
O filme não prometia muita coisa, mas entregou tudo e , dezoito anos após o seu
lançamento, ainda é lembrado e bem comentado. A saga do casal Jane e Tun,
assombrados por uma figura que começa a aparecer em suas fotos, ganhou o remake
norte-americano Imagens do além, em 2008, dirigido pelo japonês Masayuki Ochiai e
não tão bem recebido. Antes, em 2007, veio Espíritos 2: Você nunca está sozinho,
também elogiado e marcou a última colaboração entre os dois cineastas. Depois de anos
longe dos cinemas brasileiros, Banjong Pisanthanakun está de volta com A Médium,
terror que aborda xamanismo, found footage e heranças de família.
A história começa com Nim (Sawanee Utoomma), uma médium que explica como e por
que desenvolveu a sua mediunidade. Ela domina bem o assunto e dá detalhes do que é
permitido, sagrado e que deve ser respeitado. Enquanto isso, sua sobrinha, Mink (Narilya
Gulmongkolpech), passa a se comportar de maneira estranha e dá indícios de que está
sendo possuída. É importante salientar que a mediunidade está presente na família de
Nim há gerações e é sempre “passada” para um dos filhos. Nim, a princípio, não seria
médium, mas a sua irmã, mãe de Mink, não aceitou o dom no passado, então Nim teve
que assumir essa missão.
O que vem a seguir é uma sequência de descobertas acerca da família e de forças
mediúnicas, deixando de lado a já conhecida abordagem de possessões quando a ideia
é baseada no cristianismo. Aqui há muito mais a ser conhecido, e Nim passa a questionar
se o seu conhecimento e sua força serão o suficiente para conter o que, supostamente,
está dominando a sobrinha.
A transformação de Mink acontece aos poucos e Narilya Gulmongkolpech consegue
passar a energia de quem está sendo devorada internamente. Ao mesmo tempo em que
segredos de família são revelados, ela cede ao que quer dominá-la.
A expectativa por um novo filme de Pisanthanakun não era tão alta, mas seu nome
carrega o respeito conquistado pelos trabalhos dos anos 2000. Ele consegue trazer um
pouco do que o público queria, mas o espectador já não é o mesmo de 2004, agora ele
quer mais do que lhe foi dado no passado e Pisanthanakun não consegue sanar essa
ânsia por surpresa.

A Médium consegue, assim, prender a atenção do espectador. Seu horror não surge de
maneira óbvia, mas se rende a alguns momentos tradicionais do gênero. O filme diverte,
porém não atinge o que os filmes anteriores do cineasta atingiram: impacto, debates e
discussões a respeito. Mesmo depois de ficar impressionado no cinema, não vai ser
difícil ter uma noite tranquila de sono.

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Críticas de filmes

Crítica: Pânico (2022)

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O anúncio de uma nova sequência sempre gera um mar de dúvidas, e com Pânico não seria diferente: “Será que vai ser bom?”, “Precisa de um filme novo?”, “A fórmula apresentada em 1996 cabe em 2022?”, “Quais possíveis motivações um assassino ainda desconhecido teria?” e a principal delas “Como conceber um novo filme sem a direção marcante de Wes Craven, que faleceu em 2015?”. Todas essas perguntas deixam o espectador em uma mistura de animação e receio.

Entretanto, sob a direção de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillet (dupla responsável pelo ótimo Casamento Sangrento, de 2019), Pânico surpreende positivamente. Depois do filme de 2011, que ainda divide opiniões, apesar de ser mais aceito do que Pânico 3, de 2000, a franquia ganha fôlego tomando a corajosa e sensata decisão de colocar no centro da história um novo grupo de jovens. Mais informados, inclusivos e conscientes, eles descobrem que o assassino pode, sim, ser qualquer um.

A sempre tão aguardada cena de abertura traz um diálogo que tira sarro da crítica ao slasher. Filmes como A Bruxa, Hereditário e Corrente do Mal são lembrados, mas é o modo como a conversa é conduzida que traz o gosto da nostalgia, ao mesmo tempo em que percebemos que há algo de novo no ar.

E o que há de novo em Pânico, quinto filme da franquia?

Bom, pra começar, não se trata necessariamente de uma perseguição a Sidney Prescott (Neve Campbell), que desde adolescente, de tempos em tempos, vê a sua vida se transformar em um mar de sangue, enquanto alguém muito desocupado resolve sair matando as pessoas ao seu redor e tenta chegar à própria Sidney. Ela sempre escapa, ao lado da jornalista Gale Weathers (Courteney Cox) e do policial Dewey Riley (David Arquette), e é a final girl mais popular dos anos 90.

O trio remanescente está em Pânico e é essencial, mas dessa vez, acompanhamos a história de Sam Carpenter (Melissa Barrera), que se vê obrigada a voltar a Woodsboro para proteger a irmã mais nova, Tara (Jenna Ortega, de A Babá: Rainha da Morte). Sam tem um segredo que mexe com o cenário do primeiro filme e é capaz de abalar toda a narrativa.

Dewey cresce ainda mais nesse filme e protagoniza uma das melhores cenas de toda a franquia. Carregando todo o peso e as marcas de quem viveu (e sobreviveu) cada onda de ataques e de um romance cheio de altos e baixos, o policial aposentado se mostra, mais uma vez, um personagem consistente e carismático. Entre o trio original, é ele quem mais se dedica aqui e mostra porquê aquele policial desajeitado do primeiro filme permanece no elenco principal da franquia. É possível também perceber a falta que Randy (Jamie Kennedy), morto em Pânico 2, faz ainda hoje. Algumas mortes são mais difíceis para o público superar.

Campbell e Cox não entregam nada de novo em suas personagens e trabalham como um funcionário acostumado à rotina diária do emprego. Isso não significa que elas não façam bem o trabalho, apenas que não percebemos uma entrega significante.

O elenco mais novo se dedica e nos dá as emoções da juventude sem cair na armadilha dos estereótipos. Além de Barrera e Ortega, que lideram com garra o núcleo jovem do filme, tem também Dylan Minnette (O Homem nas Trevas), Jasmin Savoy Brown (série Yellowjackets), Jack Quaid (série The Boys) e Mason Gooding (série Love, Victor).

Colocando o dedo na ferida na hora de falar do atual cenário do terror e também da indústria e dos fãs, o filme consegue carregar uma dose tolerável de humor sem virar um pastelão. O roteiro de James Vanderbilt e Guy Busick atinge o objetivo ao entregar, na medida certa, os sustos e os dramas de cada personagem, permitindo que o espectador conheça um pouco mais de cada um. Além disso, trata o público com muito respeito e nos permite apreciar todo esse novo ar sem nos tirar a sensação de cumplicidade.

Contando com todos esses elementos e com diversos momentos de luta corporal e muitas facadas, o filme chega ao posto de melhor sequência da franquia e só não supera o original. É assustador, divertido e instigante, o que faz com que cumpra o seu papel.

Pânico é, sim, uma homenagem muito competente ao trabalho de Wes Craven, mas é também um presente aos fãs da franquia e do gênero. É um encontro de gerações, em que a mais velha percebe que já não é mais a protagonista, mas se dispõe a caminhar ao lado da nova.

 

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Críticas de filmes

Noite Passada em Soho

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Last Night In Soho traduzido para o Brasil como Noite Passada em Soho é o novo filme do diretor britânico Edgar Wright (Em Ritmo de Fuga) e foi exibido em sessões especiais na 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no mês de outubro. 

A produção é estrelada por Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit), Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha), Matt Smith (The Crown) e Diana Rigg (Guerra dos Tronos) em seu último trabalho antes do seu falecimento em 2020. 

 Na história acompanhamos a jovem Eloise (Thomasin) que se muda de uma cidade bem pequena no interior na Inglaterra para a capital Londres a fim de Moda e Design. Eloise é tímida e introspectiva, mas muito determinada a seguir seu sonho de se tornar uma estilista famosa. Na capital, ela começa a ter sonhos e experiências sobrenaturais que a levam ao passado e a conectam com Sandie (Anya). Sandie é aspirante a cantora e vive em Soho dos anos 60. A moça é confiante, elegante, misteriosa e ambiciosa. 

Por falar em Sandie, preciso destacar a primeira aparição dela no filme. Aprendi com meu querido amigo crítico e fundador do Cinema de Buteco, Tullio Dias, sobre a importância de se apresentar um personagem. Aqui, o momento que vemos Sandie em tela é visualmente hipnotizante. É impossível desviar o olhar porque os jogos de câmera e espelhos que o diretor faz são sensacionais. A fotografia e a trilha sonora bem marcada deixaram a cena deslumbrante. Magia cinematográfica! Uma das melhores apresentações de personagens que já vi. Além disso, os figurinos inspirados nas cores psicodélicas dos anos 60 chamam a atenção e realçam a personalidade de Sandie. 

Do mesmo modo, as atuações estão em alto nível.  Sou muito fã da Anya Taylor-Joy e não esperava menos que uma performance muito competente dela. Multitalentosa, as partes em que ela canta foram gravadas ao vivo. Os outros atores coadjuvantes e as participações especiais são muito boas.  Mas para aqueles que como eu, só tinham visto Thomasin MacKenzie em pequenos papéis, terão uma grata surpresa com a atriz. Ela se provou capaz de carregar o peso de ser a protagonista. Thomasin transmitiu as transformações e angústias de Eloise, principalmente nos momentos mais sombrios,  de maneira tão palpável e empática que estamos sempre torcendo para que ela consiga resolver todos os mistérios da trama. 

Edgar Wright contou em uma entrevista que procurou uma colaboração feminina para o roteiro de Noite Passada em Soho com o objetivo de construir melhor as personagens. Foi uma decisão acertada do diretor, que divide o roteiro com Krysty Wilson-Cairns(1917) e juntos criaram personagens complexas e cheias de camadas. O filme prestou diversas homenagens a thrillers de suspense e terror psicológico, e pode ser definido dentro dessas categorias. Entretanto, em essência, ele tem muito de um drama de amadurecimento, perda da inocência  e estudo de personagens. E a dinâmica entre Sandie e Eloise reforça esse turbilhão de emoções e reviravoltas nos quais ele nos proporciona. 

Por fim, de um ponto de vista feminino, o filme é visceral em mostrar como, se associadas a mãos erradas e perversas, os sonhos das mulheres podem se tornar seus maiores pesadelos. A exploração e o abuso de mulheres não são restritos a um período histórico ou fatos isolados.  Principalmente na indústria do entretenimento, por vezes, nos deparamos com histórias de jovens talentosas, cheias de ideais  que apenas buscavam um lugar ao sol. Mas, infelizmente, foram guiadas por homens inescrupulosos sem caráter, diretamente para o inferno. 

 

Karen Lopes

 

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Bombando!