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Filho de Chucky

O Filho de Chucky
A MINHA PRIMEIRA REAÇÃO QUANDO SURGIU O PAPO DE UM ESPECIAL SOBRE O BRINQUEDO ASSASSINO FOI QUE “NEM FODENDO VOU ASSISTIR AO FILHO DE CHUCKY”. Simples e direto, o quinto filme da franquia reservava péssimas recordações e a certeza de que o humor era falho, assim como a sua qualidade técnica. Decidido a abrir mão da última parte do especial, fui convencido pelo senhor Heitor Valadão, redator do Cinema em Cena, a deixar de lado o ranço e encarar o último filme lançado da série.

A minha última reação foi de “Porra, não era tão ruim quanto eu pensava” e hoje, afirmaria que O Filho de Chucky consegue ser muito superior ao filme anterior, que durante muito tempo permaneceu como meu favorito e uma das lembranças mais divertidas de ir ao cinema. Sinceramente, foi um grande alívio me divertir com o filme, o que deixou um pouco de gás e animação para no mês que vem falar de filmes de tubarões. Não irei poupar esforços para falar de filmes toscos, como um que envolve tubarões de areia. Pois é.

O Filho de Chucky começa com uma animação escrota e que provavelmente fará o leitor do Cinema de Buteco se perguntar quantas caipirinhas eu havia tomado antes de assistir ao filme, mas logo passa e a introdução coloca o espectador vendo através dos olhos de um boneco com instinto assassino. Sem enfeitar muito ou procurar inovar, as cenas se revelam divertidas até a sua conclusão e enfim, apresentação da criatura gerada por Chucky e Tiffany no final do filme anterior.

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O Filho de ChuckyA trama gira em torno da tentativa do moleque em reencontrar os pais e ter uma família estruturada, mas ele acaba descobrindo que seus “pais” são loucos assassinos e que continuam naquele papo de roubar corpos humanos para terem uma nova vida. A vítima da vez, para transformar o filme em uma piada completa e um divertido exercício de metalinguagem, é a atriz Jennifer Tilly, que para quem não sabe é quem dá voz para a boneca Tiff. Sobra para Chucky pegar o corpo de um rapper cineasta, que está procurando uma atriz para interpretar Maria em seu próprio épico bíblico.

Com diversas piadas escrotas demais para você simplesmente ignorar, O Filho de Chucky é um exemplo de filme tão ruim que fica bom. Mais tosco seria impossível. Os momentos envolvendo uma citação à cantora Britney Spears, as sacanagens envolvendo a própria carreira (e voz) de Tilly, além do primeiro encontro de Glen(da) com seus pais (“Olha para a cara desse garoto”), todos fazem parte de um pacote especial preparado para os fãs do brinquedo assassino. Outro ponto curioso é que Tiff passa a acreditar que ela e seu “marido” são viciados em matar as pessoas e inicia uma rehab para psicopatas. Impagável. O Filho de Chucky é uma bela surpresa para quem assistir com a consciência de que acompanhará os piores efeitos especiais, atuações, trilha sonora e a porra toda que só mesmo um filme trash poderia oferecer, ou seja, é imperdível.

 O Filho de Chucky Poster

Nota:  

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