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O Brinquedo Assassino 2

Brinquedo assassino 2

SE HOUVESSE UMA VERSÃO CARNE E OSSO DE CHUCKY, alguém poderia indicar um ator melhor do que Nicolas Cage para interpretar o assassino de borracha mais amado do cinema? Os gritos de raiva e toda a loucura do vilão são exatamente iguais a todos os chiliques que o público já teve a chance de conferir de Cage. Talvez seja interessante enviar essa sugestão, caso a refilmagem de O Brinquedo Assassino saia do papel algum dia.

Tudo que havia de tosco, ruim e divertido no primeiro filme está de volta na continuação. Desista de qualquer efeito especial interessante (ou bom) para dar vida ao boneco e sua movimentação. Você também pode sentar no chão, cruzar as pernas e começar a cantar “Kumbaya” se estiver esperando conferir performances dignas de atores do cinema. O fedelho Alex Vincent nunca mais ganhou um papel de destaque, o que realça o seu talento fora ser a vítima favorita do pederasta conhecido como Chucky, o brinquedo assassino. Aliás, a performance de Vincent dá até dó. Na conclusão do filme, o personagem é golpeado e cai no chão. Estou com uma séria dúvida para descobrir se os olhos dele se movendo indicam que o personagem NÃO desmaiou e está com medo de abrir os olhos ou ele realmente deveria ter apagado, mas o ator foi incapaz de conseguir fingir ter adormecido. Vai saber.

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O Brinquedo Assassino 2 retoma a história de Andy Barclay (Vincent), que após os eventos do primeiro filme vai morar em uma creche e acaba sendo adotado por uma família séria e com muito amor no coração. Parecia que tudo daria certo para o menino, até que os seus novos “pais” demonstram todo o seu carinho e atenção e deixam o moleque descobrir um dos bonecos “good guys” dentro do armário. Andy alopra, fica muito doido, fala que vai xingar no Twitter e então os pais resolvem dar um sumiço no brinquedo. Paralelamente, Chucky volta a vida e descobre aonde Andy está morando. Não demora muito para ele chegar até lá, trocar de lugar com o brinquedo e tentar roubar a alma de Andy.

Como disse, tudo que havia de ruim no primeiro filme está de volta, exceto o ator Chris Sarandon, o que deveria ser o suficiente para tornar a continuação superior, mas acaba que isso fica bem longe de acontecer. Se considerado como entretenimento descartável e fácil, as peripécias de Chucky rendem bons momentos para o espectador, especialmente para o tipo de público que sabe dar uma boa risada das coisas mais non-sense. Vale reparar na semelhança da sequência final com os eventos apresentados no final do primeiro O Exterminador do Futuro.

Brinquedo assassino 2 Poster

Nota:

 

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