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The Doors

A banda de Jim Morrison tem diversas canções de sucesso e a que melhor poderia ilustrar o post, as pessoas envolvidas na produção, e claro, as pessoas que escrevem para o Cinema de Buteco, não poderia ser outra que não “People Are Strange”. Uma canção com uma pegada levemente etílica (ao contrário de “Light my Fire”, que é 100% indicada para quem já bebeu bem mais que três doses de tequila) e uma letra engraçadinha, ela resume um pouco do sentimento daquelas pessoas que se envolvem profundamente com qualquer tipo de arte e se sentem estranhas no meio de todas as outras pessoas normais. Jim Morrison era um poeta, acima de ser um excelente frontman, ele sabia impressionar e conquistar a atenção e o amor de uma plateia como ninguém.

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Fascinado por personagens importantes da história norte-americana, o diretor Oliver Stone resolveu levar para as telas a vida do cantor. Convocou Val Kilmer (que nunca conseguiu repetir uma atuação melhor ao longo de sua carreira), Michael Madsen e Meg Ryan (que mostra um pouco do seu corpinho em algumas cenas) e baseando-se em boatos, realidade e ficção, criou um belo retrato de uma das figuras mais simbólicas da música. Pena que como o diretor brasileiro Daniel Filho disse no começo de sua adaptação sobre a vida de Chico Xavier, é praticamente impossível mostrar em um filme toda a história de um homem. The Doors não é um filme que conta a história e formação de uma banda, mas sim a trajetória de um poeta em meio a um país em guerra. Jim Morrison é retratado de forma excessivamente romântica e como um gênio louco que não consegue esperar a hora de partir do mundo. “Cancele a minha inscrição para a ressurreição” era uma de suas frases. O que soava irônico para um sujeito que durante parte de sua vida, se parecia bastante com Jesus Cristo.
A nossa desaparecida Flávia havia feito um breve post sobre o filme aqui no Buteco. E ela é bem mais fã da banda do que eu. Minha relação com o Doors sempre foi meio estranha. A única coisa que permanecia inabalada era a convicção de que não existe uma banda melhor para se ouvir quando você quer encher a cara. Se você, como eu, desconhecia boa parte da história da banda, o filme de Oliver Stone é uma excelente maneira de se iniciar. Mas para os fãs, o resultado talvez desagrade e a melhor opção seja o documentário narrado por Johnny Depp. De qualquer forma, ninguém vai poder negar que Val Kilmer fez uma tremenda homenagem a Morrison e que a trilha sonora é de foder. Altamente indicado. 4 caipirinhas.
Heroin @Velvet Underground