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Thelma e Louise

De vez em quando o fim de um filme chega a estragar todas as coisas boas da história. O clássico road-movie “Thelma e Louise” tem esse péssimo defeito. Logo após a última cena, começa o letreiro do filme seguido de cenas das personagens. Não sei se a intenção foi ser saudosista, mas a verdade é que o resultado beira o brega. O que é uma pena.

O filme de 1991 é um daqueles filmes que você não pode deixar de assistir. Pelo menos, é o que eles dizem. Temos vários pontos positivos, mas não vi nada de essencial. Talvez as atuações inspiradas de Susan Sarandon e Geena Davis e a participação de Brad Pitt (e a famosa cena da bunda de fora, na verdade o certo seria “e a participação da bunda do Brad Pitt) e a direção de Ridley Scott. Mas nada de indispensável.

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Thelma e Louise mostra a história de duas amigas que resolvem fugir de suas vidas pacatas para um descanso no fim de semana. No meio do caminho, Louise mata um homem que tentava estuprar sua amiga. A partir daí, a viagem muda de rumo e a vida das duas se transforma.

Interessante observar que se trata de um filme sobre como podemos ser corrompidos depois de alguma experiência traumatizante. Analisar a psicologia dos personagens é um exercício interessante, mas não há nada de complexo no carater das duas protagonistas, o que deixa essa discussão bem implicita.

Destaque para os angulos diferentes que Ridley Scott usou em algumas cenas.
Recomendo. Para o Junnel, principalmente…

Ficha Técnica:
Thelma e Louise (1991)
Dirigido: Ridley Scott
Roteiro: Callie Khouri
Genêro: Drama
Elenco: Geena Davis , Susan Sarandon , Brad Pitt , Harvey Keitel
Trailer

3 Comentários
  1. Fla Diz

    morro de vontade de ver esse filme!

    adoro a susan sarandon…

  2. João Diz

    nossa! acho que vou escrever sobre esse filme. MUITO bom. eu acho pelo menos… "/

  3. LuEs Diz

    Ah, eu realmente tenho que dizer que eu ADORO esse filme. Talvez ele não seja mesmo indispensável como muitos filmes são, mas há nele um charme delicioso, que nos coloca ao lado das personagens principais e nos faz acompanhá-las sem julgá-las. Ao ver o filme, me senti um terceiro integrante, me senti como se as acompanhasse e esse potencial inclusivo do filme é um de seus fatores mais elevados. Thelma e Louise – e o espectador!

    Tá, tá… até podem dizer que eu exagero ao gostar tanto do filme, mas convenhamos que é uma bela produção. Concordo que apresenta discussões implícitas, mas o filme trilha muito bem ao mostrar a transformação em breve período de duas pessoas corrompidas de alguma forma. Um crime era o que elas precisavam para serem elas mesmas. E o final é bem bonito, numa cena que não arranca lágrimas, mas marca bastante a quem assiste a ela.

    Concordo com você: o tom saudosista logo após aquele final é totalmente desnecessário. Mas não entraga o filme todo, nem de longe!

    Gostei desse blog… virei aqui mais vezes!

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