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Crítica: A Primeira Noite de Crime (2018)

poster the purge year oneO CINEMA DE BUTECO ADVERTE: A crítica de A Primeira Noite de Crime possui spoilers e deverá ser apreciada com moderação. 

A PRIMEIRA NOITE DE CRIME (The First Purge, 2018) é um prequel dos três longas anteriores escritos e comandados por James DeMonaco. A trama é a seguinte: O New Founding Fathers of America surge como a terceira via política nos EUA e chega ao poder conduzindo um experimento: tornar legal qualquer crime cometido durante um período de 12 horas.

Eles precisavam tornar mais óbvia a crítica política feroz presente na franquia The Purge, que desde 2013 alterna entre bons momentos e outros não tão bons assim. Ao apresentar como tudo começou, A Primeira Noite de Crime surge como uma obra de resistência ao racismo e governos opressores, como o atual norte-americano. Ou seja, belo timing, né?

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Desta vez, como tudo é inédito, os personagens ficam “de boa” com a noite de crimes. Inicialmente ninguém acredita realmente que as pessoas irão mesmo se matar, mas horas de barbárie são o suficiente para a população entender que a situação é séria.

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Não demora muito também para essa ação, num equívoco desnecessário do roteiro, se revelar como uma limpeza étnica. Os menos favorecidos se tornam alvos do próprio governo, que contrata matadores profissionais e mercenários para “agitarem” as ruas e iniciarem verdadeiros massacres contra os negros. A mensagem construída nos três filmes anteriores já era forte o suficiente e dispensava as explicações óbvias. Sutileza, kd?

O plot que deveria ser surpreendente, mas não é, mostra uma gangue se envolvendo no problema e entrando no clima do Purge para salvar inocentes. É meio embaraçoso quando o protagonista, Dmitri ( Y’lan Noel), chega nos edifícios em que sua ex-namorada se encontra e todos seus amigos são assassinados por malditos drones de segurança.

A partir desse momento, A Primeira Noite de Crime começa a flertar seriamente com Duro de Matar ou qualquer filme estrelado por Jason Statham ou The Rock, no qual Dmitri simplesmente mostra que é o cão chupando manga e não dá a menor margem para seus inimigos. Todo o clima construído até então se perde… Fica pior quando um antagonista loucão de linguiça surge no ato final, como o próprio Jason.

Problemas a parte, A Primeira Noite de Crime é uma bela opção de diversão para amantes dos filmes de terror e da série Uma Noite de Crime. Se você conseguir se permitir ignorar os defeitos e simplesmente embarcar num futuro (que torço para nunca ser realidade) em que a solução do governo é brincar de Battle Royale, fica a dica.

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