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Crítica: Jumanji: Bem-vindo à Selva

 

Primeiramente, deixo claro que Jumanji: Bem-vindo à Selva não é um remake como todos nós achávamos que era. Trata-se de uma continuação do famoso filme de 1996, estrelado por Robin Williams e Kirsten Dunst. E, agora, não é um jogo de tabuleiro, mas um videogame.

A dinâmica do enredo é a seguinte: quatro adolescentes que mal se falam na escola ficam presos no jogo, na pele de quatro avatares distintos. Nesse mundo, eles precisam trabalhar em equipe para devolver uma preciosa joia ao seu local original e salvar Jumanji das trevas trazidas por Van Pelt (Bobby Cannavale).

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Jake Kasdan dirige um filme recheado de humor e aventura. Pra quem é fã do longa anterior ou do gênero, a diversão é garantida em cada segundo. Todos do elenco – Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black – conseguem dar carisma aos seus personagens e um toque cômico aos mesmos.

O nerd Spencer (Alex Wolff) mostra mais confiança na pele do alto e forte Bravestone, enquanto a patricinha fitness Bethany (Madison Iseman) precisa se acostumar com o corpo masculino e acima do peso de Shelly; o atleta Fridge (Ser’Darius Blain), por sua vez, vira um personagem que tem a metade do seu tamanho e força, enquanto a tímida e retraída Martha (Morgan Turner) vira uma mulher alta e bastante confiante. Com os papéis invertidos, os protagonistas acabam aprendendo mais sobre si mesmos e tirando as amarras que os previnem de serem quem realmente são. E nos enchem de risadas, é claro!

Além disso, temos uma trilha sonora bem legal: os tambores que tocam sempre que um desafio está prestes a começar e a clássica “Baby, I Love Your Way”, de Peter Frampton, quando Martha assume o comando e detona o inimigo com sua dança de combate.

Sim, temos várias referências ao filme de 22 anos atrás. Não vou mencionar todas, mas uma é imprescindível: Alan Parrish. O nome do icônico personagem interpretado por Robin Williams aparece na tela, em uma linda homenagem ao ator, que faleceu em 2014.

Jumanji superou expectativas e tornou-se a primeira grande surpresa de 2018: uma continuação à altura do original, extremamente engraçado, eletrizante e com um elenco bastante dedicado. Game is on!

 

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