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O Guia Politicamente Incorreto dos Melhores filmes de humor negro de 2017

O Guia Politicamente Incorreto dos Melhores Filmes de Humor Negro de 2017: Conheça agora 7 filmes toscos nada comportados.

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O CINEMA DE BUTECO SEMPRE TENTA INOVAR EM DEZEMBRO COM LISTAS INÉDITAS QUE PODEM (OU NÃO) CAIR NAS GRAÇAS DOS LEITORES. Uma das novidades deste ano é esse guia politicamente incorreto dos melhores filmes de humor negro de 2017.

São produções questionáveis com aquelas piadas que você ri sabendo que não deveria, mas se diverte mesmo assim. Se você não tem medo de meter o pé na jaca com filmes que nenhum dos seus amigos teria coragem de assistir, essa lista é especialmente para você!

O Guia Politicamente Incorreto dos Melhores filmes de Humor Negro de 2017

7- Mayhem

(Joe Lynch, 2017) Mayhem é o que se pode dizer um verdadeiro carnaval cinematográfico em que tudo é possível. Com uma premissa parecida com The Belko Experiment, o longa conta a história de um dia de trabalho numa empresa… Geralmente é comum as pessoas terem impulsos assassinos e sentirem vontade de matar seus colegas, mas Mayhem realmente leva isso à sério e faz com que todos os personagens sejam contaminados com um vírus que deixam os funcionários sedentos por sangue e violência.

Recomendado para quem: sente saudades do Glenn, de The Walking Dead; quem gostou de The Belko Experiment; quem trabalhou em call-center


6- O Culto de Chucky

(Cult of Chucky, Don Mancini, 2017) Chucky retorna para mais um banho de sangue e deixar a sobrevivente do filme anterior maluca de vez. Só que desta vez, o boneco assassino que ainda vai ter um crossover com seu grande amor Annabelle quando os produtores perceberem que um triângulo amoroso entre plástico e porcelana pode render milhões, descobre novas maneiras de matar.

Tosco até falar chega, Culto de Chucky é bem melhor que a baboseira que assistimos na última vez que encontramos com esse ícone do cinema de horror. A grande sacada para os fãs é trazer de volta o ator Alex Vincent no papel de Andy, o menininho dos filmes originais.

Ou você ama, ou você odeia. Simples assim.

Recomendado para quem gosta de: Filmes toscos; Efeitos visuais toscos; roteiros toscos; personagens toscos; e relembrar o clássico tosco O Brinquedo Assassino


5- Pequeno Demônio

(Little Evil, Eli Craig, 2017) Essa comédia de humor negro produzida especialmente para a Netflix tem a assinatura de um cineasta chamada Eli Craig. Talvez você não saiba quem é, mas se trata do cara responsável pelo hilário (Sério!) Tucker e Dale Contra o Mal.

Pequeno Demônio é engraçadinho, mas não chega aos pés do nível de sem noção de Tucker e Dale. De qualquer forma, ver Adam Scott interpretando um cara apaixonado que precisa aprender a lidar com o filho esquisito da sua amada garante boas risadas.

Recomendado para quem: sabe o que é namorar com quem tem filhos; gosta de filmes de terror, como A Profecia; sente saudade da Evangeline Lilly, a Kate de Lost;


4- Pequenos Delitos

(Small Crimes, E.L. Katz, 2017) Jaiminho Lannister, também conhecido como Nikolaj Coster-Waldau, estrela essa produção da Netflix. Ainda no elenco temos a sempre incrível Jackie Weaver (O Lado Bom da Vida).

A trama acompanha um ex-policial que caiu em desgraça com a corporação depois de se envolver num esquema de corrupção e cumprir seis anos de prisão por tentativa de assassinato. Quando volta para casa querendo ter a sua redenção, descobre que certas contas nunca deixam de ficar pendentes.

Recomendado para quem gosta de: filmes sobre redenção; produções originais da Netflix; corrupção na polícia; segundas chances


3- Better Watch Out

(Chris Peckover, 2016) Better Watch Out conta a história de uma babá precisa garantir a sua própria sobrevivência e a segurança de um adolescente de 12 anos de um perigoso invasor, mas logo ela descobre que as coisas podem ser bem mais complexas e tensas do que ela imaginava…

Com a participação da mesma dupla de atores que estrelaram o sensacional A Visita, de M. Night Shyamalan, Better Watch Out é um tanto assustador quando começamos a prestar atenção nas motivações psicóticas de seus personagens – mas ainda assim garante momentos divertidos.

Recomendado para quem gosta de: Filmes de terror,A Visita, Anjo Malvado; A Babá;

 


2- A Morte te Dá Parabéns

(Happy Death Day, Christopher Landon, 2017) Precisei ver críticos que sigo elogiando essa comédia de humor-negro para levar a sério. Minha única motivação para assistir A Morte te Dá Parabéns seria para garantir material para a lista de piores filmes do ano. Que bom que mudei de ideia!

A trama apresenta a história de uma estudante que precisa reviver o dia a sua morte num loop infinito que só vai ser quebrado quando ela descobrir a identidade do seu assassino: detalhe que tudo acontece no dia do seu próprio aniversário. Tem morte pior?

Recomendado para quem gosta de: Feitiço do Tempo, filmes sobre viagem no tempo, mortes violentas dignas de A Premonição, descobrir quem é o assassino;


1- A Babá

a baba the babysitter poster

(The Babysitter, McG, 2017) Que atire a primeira pedra quem apostaria que o diretor responsável por As Panteras e As Panteras Detonando poderia dirigir um longa-metragem tão divertidamente absurdo como A Babá.

McG apresenta a história de um nerd fracassado apaixonado por sua babá super-mega-hiper-blaster-giga-ultra-mulher-maravilha-vai-malandra-gostosa, que numa noite qualquer decide acordar escondido para descobrir o que ela ficava fazendo sozinha na sua casa.

Para azar do moleque, a tal babá é mais doida que o Batman e convidou uns amigos do cu riscado para realizar um sacrifício humano. O que deveria ser uma noite tranquila se transforma num verdadeiro pesadelo sangrento.

Prepare-se para boas gargalhadas em coisas que você provavelmente não deveria rir, como pessoas baleadas, piadas sobre doenças sexualmente transmissíveis, agressões contra adolescentes e outras coisas sem noção que tornam A Babá uma pérola entre os melhores filmes de 2017. O famoso tosco que é bom!

Recomendado para quem gosta de: Better Watch Out; para quem já se apaixonou por uma babá ou prima ou tia ou irmã de amigo; Violência gráfica gratuita; pessoas gostosas fazendo rituais satânicos

https://www.youtube.com/watch?v=zVYzbFDRnpw

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Críticas de filmes

O Peso do Talento

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Nicolas Cage já interpretou um caçador profissional de trufas em Pig (2021); um terrorista em A Outra Face (1997); um agente do FBI em A Rocha (1996); o Charlie Kaufman em Adaptação (2002); um motociclista acrobata em Motoqueiro Fantasma (2007). Diante de um currículo tão diverso, é até difícil pensar em um personagem que ele não possa viver, porém, em O Peso do Talento (2022), Nicolas Cage encara, de acordo com o próprio ator, um dos personagens mais desafiadores de sua carreira: o Nick Cage.

Em O Peso do Talento que estreia no cinemas brasileiro dia 12 de maio, Cage vive Nick Cage, um ator veterano que enfrenta dificuldades para conseguir bons papéis em Hollywood além de conflitos familiares e problemas financeiros. É bem óbvio que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, uma vez que o filme e o personagem são inspirados nos 41 anos de carreira do astro.

Na história Nick Cage recebe uma proposta de 1 milhão de dólares do milionário Javi Gutierrez, vivido por Pedro Pascal, para comparecer a sua festa de aniversário na Espanha. Javi é um super fã do ator, tendo assistido todos seus filmes e sonha em ter Nick estrelando o roteiro que ele escreveu. Entretanto, quando Nick chega ao país, é recrutado por agentes da CIA para espionar Javi, que é suspeito de sequestrar a filha do presidente. 

É interessante notar que o longa não se escora apenas em referências aos filmes estrelados por Nicolas Cage, ao contrário ele as usa para navegar em seu próprio desenvolvimento. Dessa forma, a direção de Tom Gormican, de Namoro ou Liberdade (2014), escolhe a metalinguagem e explora uma variedade de gêneros e elementos cinematográficos que vão de comédia, ação, romance, terror e suspense sem perder o ritmo. 

Além disso, a química entre Nicolas Cage e Pedro Pascal elevam o filme. As interações de seus personagens são a alma e coração do roteiro, e queremos passar mais tempo com os atores. É indiscutível que Cage sempre se dedica aos seus personagens, embora nem todas suas performances sejam elogiadas, algumas são duramente criticadas e acabam virando memes, o ator só chegou ao patamar que está hoje graças ao seu empenho. 

De forma semelhante, Pedro Pascal não se intimida ao contracenar com Nicolas e faz um personagem tão simpático e genuinamente apaixonado pela carreira de seu ídolo. Para aqueles familiarizados com o termo “fan boy”, Javi é a definição exata de um. Assim, a amizade entre os dois rende os melhores momentos do filme nos divertindo com suas interações malucas. 

Outra proposta interessante que o filme traz em sua metalinguagem é falar de Hollywood sob a perspectiva de um ator que conhece cada detlahe deste mundo. Em algumas passagens critica o tratamento do público em relação aos artistas e à indústria como um todo. Em outras, nos mostra os filmes que Nicolas Cage ama e como é difícil escolher um filme favorito com tantas opções criativas e emocionantes. 

De maneira geral, O Peso do Talento não se restringe apenas aos fãs do ator, mas é uma opção para os fãs de cinema em geral. Além de ser uma homenagem leve e descompromissada à obra de Nicolas Cage, em minha experiência pessoal, ao terminar a sessão fiquei com vontade de maratonar vários filmes dele. Afinal, é muito bom ter Nicolas Cage de volta, não que ele tenha sumido. 

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Ação

O Homem Do Norte: brutal, mitológico e emocionante épico de Robert Eggers

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O Homem do Norte estreia dia 12 de maio nos cinemas brasileiros e é o terceiro filme dirigido por Robert Eggers. O cineasta é responsável pelos filmes de terror independentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), e, para este projeto contou com uma produção de um grande estúdio (Focus Features) e com um orçamento de 90 milhões de dólares. Estão no elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe.

Dessa maneira conseguimos perceber que O Homem do Norte é um filme ambicioso tanto pelos talentos envolvidos no longa, quanto pela história escolhida por Eggers, um épico baseado na mitologia nórdica. Na trama seguimos o jovem viking Amleth, interpretado por Alexander Skarsgard que após ver seu pai, o rei Aurvandill, vivido por Ethan Hawke, ser traído e morto pelo irmão, foge de sua vila e prometendo voltar para se vingar. Alguns anos depois, Amleth, agora adulto, inicia o planejamento de sua vingança.

É interessante ressaltar que o longa tem uma montagem em capítulos, tornando assim a experiência muito próxima a da literatura. O roteiro navega pelos passos do protagonista como quem nos conta uma história em partes, conseguindo capturar a essência da cultura e transferi-la para a tela de forma acessível. Veja bem, não é necessário ser um estudioso da cultura viking para acompanhar o filme. Embora ele tenha simbolismos que podem parecer confusos e específicos, como a religião e os esportes praticados por eles, a trama principal traz elementos conhecidos e simples: destino e escolhas, intriga familiar, amor, ódio e traição.

O Homem do Norte utiliza de uma fotografia atmosférica que é fria e cinzenta em certos momentos mas também quente e escarlate em outros. Ela amplia alguns cenários em detrimento dos seus personagens, mas quando faz uso de close-ups nos coloca ao encontro das emoções brutais que eles sentem e externalizam. Tudo isso, aliado a uma trilha sonora bem executada e inovadora. Alguns sons são tão diferentes que parecem nos transportar para dentro do filme de forma tão imersiva. Também parabenizo a equipe de Design de Produção, a riqueza de detalhes aqui impressiona.

Outro destaque de O Homem do Norte está, sem surpresa, em seu elenco. Elogiar as performances aqui é até redundante, pois é impossível assistir o filme sem ser impactado por elas. Começando por Alexander Skarsgard (de A Lenda de Tarzan), se você é um grande fã do ator, precisa conferir toda a potência, força e intensidade que ele apresenta aqui. Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) faz a mãe do protagonista, a rainha Gudrún, sua personagem discorre um monólogo que é de arrepiar.

Além disso, a excepcional atriz Anya Taylor-Joy (de A Noite Passada em Soho) repete sua parceria com o diretor e dá vida para Olga da Floresta de Bétulas, outra figura indispensável para o andamento da narrativa, que ajuda Amleth em sua missão,juntos eles são destemidos e inteligentes. Ademais, os atores coadjuvantes ou com menos tempo de tela, não passam despercebidos. Isto é, nota-se a qualidade da produção, quando todos seus personagens conseguem brilhar de alguma forma e nenhum deles é desperdiçado.

 

 Por outro lado, é relevante dizer que sim, o filme é brutal, em razão do universo inserido. Os vikings retratos aqui são guerreiros violentos que executam matanças e escravizam seus inimigos. Para aqueles que assim como eu, são um pouco sensíveis a imagens mais gráficas vale o aviso de que algumas cenas podem ser desconfortáveis para você.

De todo modo, essa odisseia é maravilhosa de acompanhar, é impressionante como um diretor com visão pode fazer seja com pouco ou muito dinheiro. O Homem do Norte irá enfrentar mais uma batalha nos cinemas do Brasil: a disputa por salas com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Por entender que guiar o público a experiências distintas e marcantes pode ser  um dos objetivos de uma crítica, indico fortemente que caso você tenha que escolher entre um dos dois filmes, que seja assistir O Homem do Norte.

Veja bem, esta dica não tem a intenção de diminuir um filme em relação ao outro, e, entende que as duas obras devem ser respeitas. Todavia, é importante incentivar as pessoas a assistirem projetos como este, pois tem sido raros de serem encontrados nas telonas. Um épico histórico, sangrento, arrebatador, visceral, repleto de suspense e reviravoltas, pensado minimamente para que sua ida ao cinema seja recompensadora e singular, assim é O Homem do Norte. Não perca!

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Críticas de filmes

Crítica: Como Matar a Besta (2021)

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Primeiro longa-metragem da diretora argentina Agustina San Martín, Como Matar a Besta é uma coprodução brasileira com Argentina e Chile e traz uma carga sombria e melancólica em ritmo lento à jornada da protagonista. A jovem Emilia (Tamara Rocca) está em busca do irmão, chega a uma cidade afastada e influenciada pela religião e se hospeda na casa de uma tia que não é o que podemos chamar de pessoa receptiva. A comunicação é muito difícil e, como se não bastasse, a população da região relata aparições de uma assombração que consegue passar por diversas formas de animais.

O clima de desconfiança se instala no vilarejo e o que já não parecia muito convidativo, no primeiro momento, pode se tornar pior. A hostilidade, presente desde o começo, vai além.

Nas mãos de um cineasta megalomaníaco, a história poderia receber uma alta de jumpscare e se tornar algo genérico, mas a direção de San Martín é marcante e tem o seu próprio tempo, trazendo cada elemento da narrativa no momento mais oportuno. A curiosidade e a tensão são semeados cena após cena e as sensações ao longo do filme se misturam.

A jornada de Emilia em busca do irmão é marcada por situações que a protagonista não havia previsto e, em diversos momentos, o espectador pode se perguntar como ela foi parar em algumas posições. Não se trata apenas da busca pelo irmão  que não entra em contato há tempos, é também uma jornada de autodescoberta.

O ritmo arrastado do filme, apesar de ser um fator apreciado por parte do público, pode se tornar uma armadilha e deixar a narrativa um pouco cansativa. Como Matar a Besta tem apenas 79 minutos que parecem 3 horas, tornando a experiência do filme branda. O terror, construído pouco a pouco, vem muito da incerteza do que deve ser temido e é por isso que se torna, de fato, assustador. O desconhecido sempre foi capaz de assustar até mesmo os mais valentes.

O maior desafio do filme, talvez seja, não permitir que o espectador disperse ao longo de sua breve, porém exaustiva, duração.

Em entrevista ao site The Talks, a diretora Agustina San Martín disse Sempre tive sonhos memoráveis dos quais me lembro perfeitamente. E sempre deixo a porta aberta para eles, pois me mostram as coisas”, e isso faz ainda mais sentido quando prestamos atenção à atmosfera do filme. Em muitos momentos, parece um sonho, daqueles que nos perturbam por queremos dar sentido a eles ou, ao menos, deixar a sua cronologia mais compreensível.

Filmado parcialmente na Região das Missões, no sul do Brasil, e norte da Argentina, e com uma breve e potente participação de João Miguel (Estômago)Como Matar a Besta estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 28 de abril, nas cidades de Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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Bombando!