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Vencedores do Oscar 2018

A Forma da Água é o grande vencedor da premiação

A Forma da Água é o grande vencedor do Oscar 2018

E mais uma temporada de premiações chega a seu fim. Após premiações da crítica, sindicatos e academias internacionais, foi a vez do Oscar eleger os seus preferidos. E, em 2018, o grande destaque foi A Forma da Água, com quatro estatuetas.

O drama de Guillermo del Toro levou pra casa dois prêmios técnicos – Design de Produção e Trilha Sonora – e dois dos principais da noite: Direção e Filme. Muitos, inclusive eu, achávamos que a Academia dividiria ambos entre del Toro e Martin McDonagh, mas não foi bem assim. Três anos depois da dobradinha de Alejandro González Iñárritu em Birdman, seu compatriota repetiu o feito.

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Nas categorias de atuação e roteiro, o esperado aconteceu e o Oscar confirmou o favoritismo de Gary Oldman, Frances McDormand, Sam Rockwell e Allison Janney. Acho que este ano foi, talvez, o mais previsível das atuações dos últimos anos. No quesito roteiro, Me Chame pelo seu Nome era a adaptação mais cotada do ano, enquanto Corra! e Três Anúncios estavam no páreo entre as histórias originais. O sucesso surpreendente de crítica, bilheteria e o WGA acabaram impulsionando a campanha do suspense de Jordan Peele e ele saiu da premiação de mãos cheias. E ainda tweetou um “WTF?”.

Filme estrangeiro estava muito em aberto porque o favorito da temporada de premiações era Em Pedaços. Quando o longa alemão foi esnobado pela Academia, ficou difícil prever quem ganharia. Outro favorito que também ficou de fora da lista final foi 120 Batimentos por Minuto, destaque no Festival de Cannes e César (Oscar francês, no qual levou o prêmio de melhor filme).

Falando em francês, Visages Villages ter perdido o Oscar de Melhor Documentário foi a maior zebra da cerimônia. No Bolão do CdB então…praticamente todos apostaram na produção de Agnes Varga e JR e a mesma foi batida por Ícaro.

Viva – A Vida é uma Festa já estava com a estatueta de Melhor Animação nas mãos há um bom tempo, mas ela ainda venceu um outro prêmio. Apesar de O Rei do Show ser a escolha mais “pop” para a categoria de Melhor Canção Original, sua popularidade não foi o suficiente para ganhar o Oscar. Perdeu para “Remember Me”.

Outros destaques da noite foram Roger Deakins, que finalmente levou uma estatueta pra casa depois de mais de 10 indicações como cinegrafista; Alexandre Desplat, que ganhou sua segunda da carreira por seu trabalho como compositor musical; Mark Bridges, reconhecido na categoria de Figurino por Trama Fantasma.

Sim, cadê as mulheres? Bom, esperamos que, após mais um ano de domínio total dos homens entre os indicados e premiados na temporada de premiações, as coisas mudem no próximo. Estamos caminhando a passos curtos há quase um século de Oscar, mas temos que ter esperança. Ou, como Frances McDormand fez em seu discurso, “inclusion rider”. Pra quem não sabe, o termo que a atriz usou ontem significa que você pode pedir ou exigir que exista, pelo menos, 50% de diversidade no elenco ou produção de um filme.

Vamos observar se algo muda nos próximos anos porque o que mais vimos nas últimas décadas foram papinhos de mudança e valorização da mulher e resultado quase que nenhum na prática. E, é claro, tem celebração da minoria que é indicada e que não ganha nada. Preguiça.

Confira AQUI todos os detalhes dos ganhadores da 90ª edição do Oscar.

 

MELHOR FILME
“A Forma da Água”

 

MELHOR DIREÇÃO

Guillermo del Toro (“A Forma da Água”)

 

MELHOR ATOR

Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”)

 

MELHOR ATRIZ

Frances McDormand (“Três Anúncios para um Crime”)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

“Me Chame pelo seu Nome” (James Ivory)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

“Corra!” (Jordan Peele)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”)

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

 

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

“Uma Mulher Fantástica” (Chile)

 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

“A Forma da Água” (Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeffrey A. Melvin)

 

MELHOR FOTOGRAFIA

“Blade Runner 2049” (Roger Deakins)

 

MELHOR FIGURINO

“Trama Fantasma” (Mark Bridges)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Remember Me” – Viva – A Vida é uma Festa (Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez)

 

MELHOR MONTAGEM

“Dunkirk” (Lee Smith)

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM

“Dunkirk” (Gregg Landaker, Gary A. Rizzo e Mark Weingarten)

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

“Dunkirk” (Richard King e Alex Gibson)

MELHOR ANIMAÇÃO

“Viva: A Vida é uma Festa” (Lee Unkrich e Darla K. Anderson)

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

“Dear Basketball” (Glen Keane e Kobe Bryant)

MELHOR CURTA

“The Silent Child” (Chris Overton e Rachel Shenton)

 

MELHOR TRILHA SONORA

“A Forma da Água” (Alexandre Desplat)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

“Ícaro” (Bryan Fogel e Dan Cogan)

MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO

“Heaven is a Traffic Jam on the 405” (Frank Stiefel)

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

“O Destino de uma Nação” (Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick)

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

“Blade Runner 2049” (John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover)

 

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