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Indie Festival 2008

Indie 2008!

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Começa amanhã, a 8ª edição de Indie, festival já tradicional em BH, onde filmes que dificilmente veríamos em ciruito comercial (e até alternativo), são exibidos gratuitamente!

A programação poder ser conferida pelo site www.indiefestival.com.br, ou nos catálogos que estão sendo vendidos nas bilheterias dos cinemas participantes (o meu pelo menos eu comprei no Usina, por R$2,00…)

Na edição do ano passado, entre péssimas escolhas (minhas no caso), salvaram-se ótimos filmes, como amor_LENDA, Bubble, Delirious, Renaissance, Império dos Sonhos, além de uma mostra toda dedicada ao diretor coreano (que não conhecia) Sang Soo do qual vi os ótimos A mulher é o futuro do Homem e A virgem desnudada por seus pretendentes, e ainda o clássico de Alain Resnais Hiroshima, meu amor.

Estarei lá todos os dias (pelo menos quantos forem possíveis) e vou tentar contar para os amigos e leitores do blog o que tenho visto, o que tenho gostado… Enfim, o que tenho achado do festival.

Estão todos, logicamente convidados! O festival vai rolar do dia 10 até o dia 16 de outubro, no Usina e no Humberto Mauro…. Quem sabe a gente não se esbarra por lá?
té!

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6 Comments

6 Comments

  1. 2T

    10 de outubro de 2008 at 2:19

    Aceito o convite, hein? Se souber de algum filme em especial, avise!! o/

  2. Fla

    10 de outubro de 2008 at 11:50

    Po, acontece tudo quando a gente tem que viajar…

  3. mel

    10 de outubro de 2008 at 12:03

    Maravilha, tô dentro!
    Tb aceito convites!

  4. João

    10 de outubro de 2008 at 22:45

    ow..
    quem estiver de bob’s aí!
    hj 21:30, vai rolar uma ÚNICA EXIBIÇÃO de um filme do Phillipe Garrel, “A fronteira da alvorada…”
    estarei lá!

  5. 2T

    11 de outubro de 2008 at 21:02

    ;D

  6. Dri

    11 de outubro de 2008 at 23:20

    Acabei de chegar de lá.
    Semana que vem eu vou também. Até quarta, eu acho.

    =]

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Indie Festival 2008

O melhor do Indie 2008 (na minha opinião): Como Ser

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Foi meu último dia de Indie. Compromissos acadêmicos (monografiaaaa!!), aliado a um cansaço sem fim, mas posso dizer que fechei com chave de ouro… Como Ser (How to be) é um dos filmes mais divertidos e espertos que já assisti na vida, pois conta com um admirável humor negro (e britânico) às vezes politicamente incorreto, a história de Art, jovem que passa por alguns problemas nesta fase de transição de adolescente-adulto. Tema já batido, mas tratado de uma forma diferente, com uma direção ágil, que abusa dos cortes que nos remetem a situações engraçadas, e à falas muito bem escritas.
Se Art vivesse nos Estados Unidos, seria o típico looser: sua carreira de músico não deslancha, sua namorada lhe dá um pé na bunda (alegando que ele não é tão interessante como parecia no começo), volta a morar com seus pais que não possuem sensibilidade alguma para conviver com ele de uma forma pelo menos mais… humana, e seus amigos Nikky e Ronny não o levam a sério.
Art quer uma solução rápida para seus problemas, e o que lhe vêm a cabeça é a terapia. Para ele, tudo o que ele é agora, é fruto de uma criação fracassada que lhe foi dada por seus pais (algo com o que eles mesmos parecem concordar), e mesmo sendo advertido por um de seus excêntricos amigos – Nikky, o mais engraçado deles, sobre a inutilidade deste método (“A terapia foi inventada na década de 60 sabia? Isso significa que ela não existe!!”, diz Nikky em determinado momento do filme…), contrata o Dr. Levi Ellington para que seja seu terapeuta pessoal, autor do livro “Não é sua culpa”, que o acompanha durante todo o tempo, tentando ajudá-lo no que seria esta jornada de auto conhecimento e de busca de um novo jeito de se relacionar com o mundo… O que é claro, gera algumas situações bem engraçadas (como na cena em que Art vai a sua antiga casa, ou quando dorme na cama com seus pais).
Diferente de qualquer filme comumente produzido sobre o tema atualmente, Como Ser é divertido por que é inteligente, e por que confia na inteligência do espectador (diferente das tosqueiras que andam sendo feita por Adam Sandler, só pra se ter noção); as piadas não são de fato piadas, mas são engraçadas pela situação em que acontecem. E quando percebemos esse clima espirituoso já tomou conta do filme de tal forma, que mesmo numa conversa pesada entre mãe e filho por exemplo, não conseguimos fazer nada, a não ser rir.
O que o filme quer dizer, pode se resumir na frase final de Dr. Ellington, quando este diz que precisamos aprender a ser sozinhos, para que as chances de se decepcionar com os outros (e com a gente mesmo, acréscimo meu) sejam menores..
É por isso que no fim do filme deu vontade de se juntar ao “público” e aplaudir Art e sua banda. Ótimo filme, (que inclusive recebeu Menção Honrosa do Júri no Slamdance Film Festival em 2008) que com sorte será exibido em alguma sala em BH. Vale a pena.
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Indie Festival 2008

INDIE 2008 – DIA 04

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Desta vez um dia bem legal no que diz respeito às minhas escolhas para filmes… Começando por Fix (Idem), filme americado, de 2007 que conta a história de Milo e sua namorada Bella que tentam levar o irmão mais novo do rapaz, Leo, para a Rehab, para que não volte para a cadeia. Um road-movie diferente, onde a câmera está a todo o momento nas mãos de Milo, documentarista que tem a mania de filmar tudo o que se passa em sua vida. Os bons momentos do filme ficam por conta de Leo, que no começo parece ser apenas um garoto problema, mas acaba ganhando a simpatia de todos, inclusive do casal, que a princípio estva meio relutante em fazer a viagem. Passando por vários lugares, e topando com pessoas cada vez mais bizarras, Leo se mostra um sujeito boa praça, cujo único defeito, é não se levar muito a sério (a cena em que aparece com o cachorro é hilária). Ótimo filme! Esse merece ser baixado… (É crime escrever um negócio desses?).

Depois, outro filme americano:A Velocidade da Vida (The Speed of Life), que conta a história de três crianças que vivem de roubar câmeras dos turistas de Nova Iorque. Só que Sammer não está tão interessado na grana que a revenda das câmeras traz, mas sim nas imagens que obtém das pessoas, cuja história passa a conhecer melhor a partir do que foi gravado por elas. Momentos de humor mesclados com os dramas pessoais daqueles personagens tão estranhos uns aos outros, mas que no fim das contas tem muito mais em comum do que se imaginava, garantem um filme bonito, com movimentos de câmera legais, e que vale a pena, por mostrar que por mais medíocre que seja a vida de alguém, há sempre um jeito mais positivo de enxergá-la.

Por último, depois de muita fome e um pouco de sono, fui arrastado por minhas amigas loucas pra ver uma das seções do Cinema de Garagem, um dos programas do Indie que exibe filmes feitos sem nenhuma grana, mesmo da Lei de Incentivo, e (talvez por isso mesmo) com uma liberdade total no que diz respeito ao que vai ser filmado. O interessante aqui, é que o único limite é a criatividade do autor, o que na maioria das vezes, pode garantir curtas um pouco herméticos, mas que, na sua totalidade tratam das artes visuais, de uma forma comum. No caso desta primeira exibição denominada Sonhos, o que se tinha eram (segundo o catálogo) “recortes subjetivos nas artes visuais e na poesia em movimento”. Tem coisa que você gosta, coisa que você entende, ou não. Mas o que se busca aqui não são respostas, e sim possibilidades. Dá vontade de sair filmando….

imagens de KINDER SURPRISE de Erika Fraenkel e COBERTOR DE MINHAS VAGAS LEMBRANÇAS de davifuzari, os que mais gostei…

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Indie Festival 2008

INDIE 2008 – DIA 03

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Mais sono proveniente da baladinha de sábado à noite, mas, desta vez, as coisas no Indie começaram diferente. Amantes (Lovers), filme belíssimo, com poucas falas e músicas belíssimas, conta a história de encontros e desencontros de dois casais e de duas formas de amar: aquela avassaladora, mas que não pode continuar devido aos caminhos que a vida toma, e outro amor que insiste em sobreviver a despeito das ações daqueles que amam. Algumas lágrimas surgem com algumas questões, tão ricamente tratadas pelo filme, apenas com a ajuda de imagens e sons: será possível se amar de verdade apenas uma vez na vida, tendo que acomodar com outros relacionamentos que nunca vão trazer aquilo que já se teve no passado? Existe amor à primeira vista? Por que os bons momentos que vivemos ao lado da pessoa amada, sempre são o que prevalecem em detrimento do sofrimento que ela possa ter propiciado? Amantes é belíssimo, e mesmo que possa soar um pouco cansativo às vezes (são duas horas de filme!) vale a pena…

O próximo do dia é o documentário japonês Emprego temporário, Agonia permante (Sônan Furiitân), sobre um garoto que passa a trabalhar em condições nada humanas numa fábrica da Cannon, colocando tampas em cartuchos de impressoras. Um trabalho que, segundo ele mesmo diz em determinado momento do filme, “até um chimpanzé bem treinado poderia realizar”. Além dos momentos em que nos mostra o total desapontamento com a vida que o rapaz leva, em comparação com aquilo que havia projetado para si, vemos aqueles em que realmente passa necessidades, devido ao tratamento diferenciado que recebe em relação aos outros empregados da empresa, por trabalhar como temporário. Um bom filme no fim das contas.

Por último, Fantasmas (Gespenster), que depois de probleminhas com a legenda (o rapaz não conhecia os comandos MENU – LEGENDAS – PORTUGUÊS), mostrou-se mais um filme alemão cansado, com uma direção seca, nada humana, mesmo para tratar de um assunto delicado: uma mãe que busca por sua filha desaparecida a anos, e que acha que a menina desaparecida é uma garota que trabalha fazendo a limpeza de um parque da cidade e que realiza pequenos furtos ao lado de sua namorada,. Desculpa, mas saí antes do término. E chega de filmes alemães!!

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Bombando!