A Ilha | Cinema de Buteco
Críticas de filmes

A Ilha

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Michael Bay. O “mestre” da pipoca e efeitos especiais. O farofeiro mór dos blockbusters. O cara que gosta tanto de desastres que pode até competir com o Roland Emmerich (Independence Day e O Dia Depois de Amanhã). A grande questão: será que ele é um gênio incompreendido ou apenas um aborto cinematográfico que consegue milhões de dolares para torrar em efeitos especiais de pirar o cabeção e roteiros idiotas? Eu tenho as minhas dúvidas. E juro que não estou sendo irônico.

A Ilha é um filme de 2005, ou seja, vem bem depois das bombas de Pearl Harbor e Armageddon (agora você pode interpretar como quiser…) e foi o trabalho que antecedeu a primeira parte da franquia de Transformers. Nesta época, Michael Bay já investia na produção de remakes de filmes de terror “clássicos” dos anos 70, 80 como O Massacre da Serra Elétrica (que é foda). O faro dele em encontrar histórias dignas para uma nova roupagem de assassinos como Jason Vorhess e Leatherface é inegável. O próximo da lista é Freddy Kruegger e seu A Hora do Pesadelo, previsto para o ano que vem. É daí que fico intrigado com a capacidade do Michael Bay. Não estou dizendo que os filmes de terror que ele produziu são geniais e que ninguém faria igual, o Rob Zombie e suas versões de Halloween estão aí para mostrar que existe vida no cinema de horror, mas qual é o motivo que faz esse cara querer empurrar qualquer merda em seus filmes? Ele é bem melhor como produtor do que diretor. Fato. Mas retomando o título do post, A Ilha é uma exceção.

Com diversas “homenagens” a clássicos como Laranja Mecânica e Star Wars, o filme conta com Ewan McGregor (A Lista) e Scarlet Johansson (você nunca a viu aqui no Cinema de Buteco. Pecado!) no elenco principal. Djimon Hounson (Heróis), Michael Clarke Duncan (A Espera de um Milagre) e Sean Bean (Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel) completam o elenco de apoio. A história é interessante e os efeitos especiais (principalmente na introdução) são muito bem feitos. Só os dialogos que não acompanham a história. Muito clichê (marca registrada de Bay) e idiotices. Infelizmente, o filme acaba sendo previsível em várias sequências.

O João queria escrever sobre o filme e provavelmente não vai gastar tanto tempo falando sobre o Michael Bay. Na verdade eu não queria falar nada sobre o diretor, mas se começasse a babar ovo da Scarlett ou do Ewan, iria ser banido do Cinema de Buteco. É bom variar de vez em quando, não é mesmo?

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.