Amor e Outras Drogas | Cinema de Buteco
Críticas de filmes

Amor e Outras Drogas

por Tainã



Bom. É triste dizer, mas o filme é meia boca. Esperava mais, afinal é do diretor Edward Zwick que tem em seu currículo vários filmes bacanas, como o “O Último Samurai, Legends of the Fall” e Diamante de Sangue. O filme é uma adaptação do próprio Zwick com Charles Randolph e Marshall Herskovitz do livro HARD SELL: The Evolution of a Viagra Salesman, mas eles mudaram o foco da história. (Confesso que só fiquei sabendo da adaptação depois que pesquisei na internet). Aqui o foco é mais no relacionamento entre o casal principal, e o Viagra e as outras drogas são puramente pano de fundo.

Amor e outras drogas tem Maggie (Anne Hathaway) uma mulher que valoriza sua liberdade e acredita que nada e ninguém será capaz de segurá-la. Ela sofre de Parkinson e mesmo acreditando no amor, prefere não ter um relacionamento duradouro. Até o dia em que conhece Jamie (Jake Gyllenhaal), cujo jeitão sedutor costuma ser infalível com as mulheres, que caem nas garras do experiente executivo de vendas da área farmacêutica. Jamie sempre foi muito bom nas vendas. Possui uma boa lábia e consegue fazer com que as pessoas comprem algo que não apresenta ser o que é. Ele sempre pensou no sucesso e seu maior objetivo é ter dinheiro. Relacionamento e constituir uma família nunca passaram pela sua cabeça.

Maggie e Jamie se conhecem e começam a ter um “relacionamento” liberal”(te pego quando tiver vontade). Até que no inicio era uma maravilha, mas no meio do caminho um acaba se apaixonando pelo outro. A Doença de Maggie não a deixava ter um relacionamento sólido, e Jamie também não gostaria de ficar o resto da sua vida cuidando de uma esposa doente. Nisso muita água ainda rola.. até o belo desfecho. Bonito né!

Enfim o filme é definido como uma comédia romântica, pura e simples, com a trilha básica, com algumas cenas de sexos e pouca diversão. Além disso Amor e outras Drogas nos faz pensar de que forma vivemos e a base de que consolidamos nossos relacionamentos. Interesse? O que é mais importante? A busca infinita pelo sucesso? O Amor verdadeiro? Até que ponto é valido seu orgulho? Pense nisso.

Tainã

Formada em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda. Atriz, Modelo, Radialista, Dj, Redatora, Fashion Stylists, Cantora, Dançarina e agora critica de cinema no Buteco. Nada melhor né!

Comentários

  1. O último filme de comédia romântica q vi q ñ era mt engraçado foi uma decepção (coincidencias no amor) espero q esse seja diferente pq gosto mt dos dois atores…

  2. nhó… eu ví… o filme é mt >.< ñ tem nd daquela tensão sexual do trailer… mt prlo contrário… é mt *__*

  3. Toca "Fidelity" no final…

    Gostei do filme… é bem leve, bonitinho e bobinho. Anne tá sensacional no filme, do tipo, pegaeu agora, mulher.

  4. Assisti esse filme esses dias, e, também esses dias, estava conversando sobre ele com o Fabrício, que me mostrou a resenha do blog de vocês.
    Achei interessante o ponto de vista, mas penso um pouco diferente…
    Eu concordo que o centro do filme seja o relacionamento do casal principal e o desenvolver da história deles – o que caracteriza qualquer comédia romântica – e faz desse filme uma.
    Mas eu penso que a forma com que o filme aborda os "problemas do casal", o fazem não ser uma comédia romântica pura e simples, como comentado.

    O Viagra realmente não é o foco, é um adjetivo. Mas com a abordagem desse tema, eles conseguem fazer uma crítica sutil, porém pontual às indústrias farmacêuticas, quanto a ética e escrúpulos.

    Mas o filme dá foco a uma doença sem cura, em uma mulher de menos de 30 anos… Toda a discussão sobre o Parkinson, a vida de Maggie e a forma dela enfrentar a doença, os conflitos internos do Jamie, o amor e cuidado que ele da a ela não necessariamente da forma que ela precisaria dele, enfim… Mesmo tudo se tratando do relacionamento do casal e de como eles vão tentando driblar as dificuldades pra ficarem de fato juntos, pra mim, devido a reflexão que o filme traz, ele é muito melhor caracterizado como uma comédia dramática, ou que seja uma comédia-romântica, mas com generosas doses de drama…. Até porque, pra mim, apesar das piadas engraçadinhas ou do irmão imbecil, a comédia é um ponto fraco do filme, sendo totalmente ofuscada pela veia dramática. Pois bem, pra mim!

    Eu penso que, de certa forma, o filme que te faz analisar a vida sobre uma perspectiva diferente do que a tua, e que te faça sair do cinema pensando no contexto do filme dentro da tua realidade, é um filme que merece crédito.

    Ufa. Acho que me prolonguei!
    De qualquer forma, no fim, eu acho que gostei muito mais do filme do que quem escreveu a resenha :p

    by the way, muito tri o blog de vocês ;]

  5. […] 10 – Amor e Outras Drogas – Ahhhhh o Jake Gyllenhaal pelado! Hahahaha! Ok, essa foi a principal, mas não foi minha única motivação pra assistir esse filme. Fui assistir o filme sem saber exatamente do que se tratava e até que me surpreendi. Aliás, mais um pra listinha dos que falam de morte em 2011, hein?! Não sei nem o que esperar de 2012, ou será que todos já falaram de morte em 2011 pra não ficar muito clichê? Enfim, com um elenco de lindos, Amor e Outras Drogas fala sobre um casal formado por um representante comercial de uma indústria farmacêutica que vende remédios pra ereção (Jamie, interpretado pelo Gyllenhaal) e uma mulher que tem uma doença crônica (Maggie, interpretada pela linda da Anne Hathaway), e por isso não quer se prender a homem nenhum. A intensidade com que Maggie quer viver a vida faz com que o filme seja recheado de cenas de nudez e sexo implícito (comédia romântica, Brasil, não é Brasileirinhas!). 3 caipirinhas  pra tanto sexo e pra uma maneira legal de falar do mal de Parkinson. […]