Chicago | Cinema de Buteco
Críticas de filmes Musical

Chicago

chicago1 ChicagoChicago respirava de acordo com a cena artística nos anos 20 e, muito do que se via ou fazia, era em “prol da arte”, como se costuma dizer.Seguindo este lema, nós temos uma cantora mediana que faz de tudo para atingir o estrelato, uma cantora super famosa no passado e que agora vive no ostracismo, um advogado famoso da cidade que se utiliza das mais sórdidas formas de atingir os seus objetivos e uma agente penitenciária que podia “mover os pauzinhos” em troca de favores ou dinheiro.

A história das quatro personagens acima começa a se cruzar quando Roxie Hart (Renée Zellweger), a cantora que busca a fama a todo custo nos palcos da Broadway, mata o seu amante Fred (Dominic West) quando descobre que ele a enganou só para poder manter relações sexuais com ela. Com o assassinato, ela é mandada para a penitenciária feminina onde conhece Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), a cantora que já foi famosa um dia, que por sua vez matou o marido e a irmã após descobrir que ambos a trairam.

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Dentro da penitenciária, eis que surge a carcereira mais estravagante de todas. Mama Morton (Queen Latifah) controlava a prisão com mãos de ferro, mas sempre dava um jeitinho de ajudar as presidiárias, quando elas tinham algo em troca que valesse a pena correr um certo risco.Roxie, precisando de uma defesa [coisa que Velma já tinha naquele momento], pede ao seu marido Amos (John C. Reilly) para contratar um advogado. Amos, mesmo descobrindo a infidelidade de sua esposa e, as vezes, sendo tratado com desprezo por ela, resolve juntar o pouco dinheiro que lhe resta e contratar Billy Flynn (Richard Gere), o melhor e mais famoso advogado de defesa de Chicago, conhecido mais pelos seus “jeitos peculiares” de defender as suas clientes do que por outros motivos.

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No meio destes acontecimentos iniciais, muita música. Durante o filme, são 14 canções, todas compostas por John Kander e Fred Ebb e cantadas pelos próprios atores. A partir da contratação de Flynn, a história vai se desenrolando de uma forma super positiva e mostrando os principais motivos que fizeram do filme ganhador de 6 Oscars, incluindo o de melhor filme. Ver Zellweger dando um show como Roxie Hart, especialmente quando seu personagem consegue se sobressair durante os musicais; Zeta-Jones com uma atuação extraordinária e Richard Gere cantando, dançando, gritando e com caras e bocas típicas de Richard Gere, fazendo tudo isso com uma qualidade invejável e com aquele charme peculiar a Richard Gere, que faz dele um ser querido de 9 entre 10 mulheres acima dos 30 anos, é realmente sensacional.

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Isso sem contar Queen Latifah, que manda ver em seu número musical logo no começo do filme (o terceiro), que aliás, tem uma enorme pitada de sacanagem e putaria, algo normal quando falamos de Latifah. E por último, mas sem menos destaque, John C.Reilly, o marido corno-manso. E ele ainda canta! Reilly cantando é a prova de que o filme tem qualidade.Podemos dizer que a melhor forma de se definir Chicago é: 100% energia, do início ao fim.

Bom, como este final ficou igualzinho as descrições de filmes da “Sessão da Tarde”, deixo o resto com vocês! Quem ainda não viu, corra a Blockbuster mais próxima – ou se preferir, vá até aquela locadora instalada na garagem do vizinho – e alugue já!

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Ficha técnica:

Chicago (Chicago, 2002)

» Direção: Rob Marshall

» Roteiro: Maurine Dallas Watkins e Bob Fosse

» Gênero: Musical

» Origem: Canadá/Estados Unidos

» Duração: 113 minutos

» Elenco: Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones, Richard Gere, Queen Latifah, John C. Reilly, Christine Baranski, Mya, Taye Diggs, Lucy Liu, Colm Feore.

Redação do Buteco

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