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Código de Conduta

Eu sinceramente discordo da maioria das coisas ruins que o 2T falou no post dele sobre este filme.

Pra quem nunca ouviu falar, ele começa em 1999 com Clyde Shelton (Gerard Butler, 300) e sua filhinha brincando em sua oficina.

O sonho americano completo, uma bela criança obediente que ama seus pais

Uma esposa bonita (Brooke Stacy Mills).

Só não sei se tinha um cachorro… mas devia ter.
Enfim a campainha toca e POFT!

Tudo muda! Dois ladrões invadem e dominam Clyde e sua esposa enquanto sua filha foi lavar as mãos para jantar.

Darby estupra e mata as duas enquanto seu comparsa Ames só queria roubar a casa e ir embora.

(você já viu isso em filmes como Batman, Max Payne entre outros)

Como estamos falando dos E.U.A. (ou seria pelo fato de ser um filme), os dois são pegos e vão a Júri.

É nesta parte que entra o outro personagem principal Nick Rice (Jamie Foxx), o herói (ou seria anti-herói?) um promotor de justiça, muito preocupado com o seu desempenho em condenar os réus (que segundo o próprio, em 1999 era de 96%).

Um cara cheio de manha, que quer a todo custo condenar os réus que cruzam o seu caminho.

O problema é que neste caso, o filho da puta que realmente matou a filha e a esposa de Clyde resolve através de um acordo declarar o parceiro dele como o verdadeiro assassino, deixando completamente de lado o depoimento da vítima e testemunha por que o cara estava “semi-acordado” e sob “extrema-pressão”.

O que aconteceu é que Ames, foi condenado a morte e Darby foi condenado a 10 anos de prisão.

AH se eu fosse o Batman, Este deve ter sido o pensamento de Clyde ao iniciar seu plano para provar que o sistema jurídico é completamente falho.

Com um plano tão bom quanto o de Michael Scolfield (Prison Break só que sem enrolação) Clyde faz de tudo para mostrar a todos que o sistema precisa ser reformulado para que realmente seja chamado de Justiça.

Eu vi relações entre este filme e os seguintes:

A vida de David Gale – Alan Parker – 2003 ; (bastante)

Clube da Luta – David Fincher – 1999;

Jogos Mortais – James Wan ; (bem pouco)

Prison Break
Concordo que com referencias brilhantes como as histórias acima, o filme não poderia dar um resultado muito aprofundado.

Gostei do filme e faria outra comparação com Corpo fechado – M. Night Shyamalan – 2000, por trazer o “super heroísmo” e o “vilanísmo” para a realidade.

Como falei, o filme não é brilhante mas dá pra levar a uma reflexão muito maior do que aparenta apesar de todo o surrealismo.

P.S.: E se fosse no Brasil?
1 – Os bandidos nao seriam pegos
2 – Se fossem, nenhum dos dois seria condenado à pena de morte
3 – Se mesmo assim ainda o fossem, Clyde seria Juninho comparado aos lideres do P.C.C.
4 – O Capitão Nascimento arrancaria uma confissão de cara.
5 – Pena que no Brasil (por motivos óbvios) confissão não resulta na condenação imediata.

P.S.2: Já falei 2x, mas vou falar denovo
o filme não é brilhante! nao é super bem feito, e não tem atuações excelentes mas a ideia é muito boa por confundir quem realmente é o mocinho da história.

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