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Crítica: Busca Implacável 3

Liam Neeson deveria procurar e encontrar os responsáveis pelo pior filme da franquia.

Busca Implacavel 3

A GRANDE PERGUNTA A SER FEITA É QUANDO Liam Neeson será convidado por Sylvester Stallone para estrelar uma sequência de Os Mercenários. Com uma carreira interessante e recheada de participações em filmes importantes, Neeson acabou se tornando sinônimo de produções do gênero ação ao longo dos últimos anos. Parte da culpa é justamente da trilogia Busca Implacável, cuja primeira parte chegou aos cinemas em 2008. Desde então, o ator passou a estrelar diversos filmes de ação e sempre evocando seu personagem Bryan Mills.

O terceiro Busca Implacável apresenta Mills como o principal suspeito da morte de sua ex-esposa. Ao perceber que foi vítima de uma armadilha, o ex-agente do governo foge e inicia uma investigação por conta própria para encontrar os verdadeiros responsáveis pelo crime. Certamente, os envolvidos são destemidos ou simplesmente ignorantes: depois de Mills detonar com meio mundo terrorista nos filmes anteriores apenas para lidar com o sequestro de sua família, imaginem o que ele é capaz agora que alguém matou a sua esposa? Loucura.

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Para os fãs do cinema de ação, especialmente aqueles que não possuem um envolvimento profundo com a sétima arte e costumam assistir filmes apenas quando estão sem nada melhor para fazer, Busca Implacável 3 pode servir como entretenimento de primeira. Afinal de contas, temos todos os ingredientes necessários para um bom filme de ação: um herói fodão que nos faz lembrar dos velhos tempos de Clint Eastwood; sequências de porrada e tiros; mocinhas indefesas gritando; reviravoltas no roteiro; e um vilão inesperado. No entanto, para todos que estão acostumados a ver muitas produções do gênero, o roteiro soará mais do mesmo: um herói que não parece tão fodão assim; sequências de ação pouco inspiradas e com uma direção confusa; mocinhas indefesas gritando; tentativas do roteiro em promover reviravoltas extremamente previsíveis; um vilão cara de cu e frouxo.

A impressão é que o roteiro tentou soar como uma espécie de homenagem ao clássico O Fugitivo, de 1993. Ao encontrarmos Bryan ao lado do corpo da esposa e com a polícia gritando para ele se afastar, é impossível não se recordar de Harrison Ford no longa-metragem dirigido por Andrew Davis. A semelhança aumenta por conta da presença do personagem de Forest Whitaker, um agente casca-dura super inteligente que antecipa todos os movimentos de Mills – exatamente como o personagem de Tommy Lee Jones havia feito com o coitado do Harrison Ford. De qualquer maneira, se você for fã de O Fugitivo, prefira rever a perder tempo com Busca Implacável 3.

Podemos dizer que a fase de herói de Liam Neeson perdeu o gás ou ele apenas deu azar do roteiro e direção da última parte da trilogia serem horríveis? Até uma sequência ser anunciada ou o ator emprestar seu talento para alguma obra derivada de Busca Implacável, vamos torcer para que ele prefira participar de projetos mais ambiciosos e que mostrem seu talento como ator. Do contrário, Nicolas Cage terá em breve a companhia de outro nome famoso de Hollywood a ver sua carreira indo para o brejo. E nem mesmo uma participação na franquia Os Mercenários pode salvar, nesse caso.

poster Busca Implacavel 3

Busca Implacável 3 (Taken 3, 2015) De Olivier Megaton (és um Transformer?). Escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. Com Liam Neeson, Forest Whitaker, Maggie Grace, Famke Janssen

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