Crítica: Busca Implacável 3, de Olivier Megaton
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Crítica: Busca Implacável 3

Liam Neeson deveria procurar e encontrar os responsáveis pelo pior filme da franquia.

Busca-Implacavel-3-838x559 Crítica: Busca Implacável 3

A GRANDE PERGUNTA A SER FEITA É QUANDO Liam Neeson será convidado por Sylvester Stallone para estrelar uma sequência de Os Mercenários. Com uma carreira interessante e recheada de participações em filmes importantes, Neeson acabou se tornando sinônimo de produções do gênero ação ao longo dos últimos anos. Parte da culpa é justamente da trilogia Busca Implacável, cuja primeira parte chegou aos cinemas em 2008. Desde então, o ator passou a estrelar diversos filmes de ação e sempre evocando seu personagem Bryan Mills.

O terceiro Busca Implacável apresenta Mills como o principal suspeito da morte de sua ex-esposa. Ao perceber que foi vítima de uma armadilha, o ex-agente do governo foge e inicia uma investigação por conta própria para encontrar os verdadeiros responsáveis pelo crime. Certamente, os envolvidos são destemidos ou simplesmente ignorantes: depois de Mills detonar com meio mundo terrorista nos filmes anteriores apenas para lidar com o sequestro de sua família, imaginem o que ele é capaz agora que alguém matou a sua esposa? Loucura.

Para os fãs do cinema de ação, especialmente aqueles que não possuem um envolvimento profundo com a sétima arte e costumam assistir filmes apenas quando estão sem nada melhor para fazer, Busca Implacável 3 pode servir como entretenimento de primeira. Afinal de contas, temos todos os ingredientes necessários para um bom filme de ação: um herói fodão que nos faz lembrar dos velhos tempos de Clint Eastwood; sequências de porrada e tiros; mocinhas indefesas gritando; reviravoltas no roteiro; e um vilão inesperado. No entanto, para todos que estão acostumados a ver muitas produções do gênero, o roteiro soará mais do mesmo: um herói que não parece tão fodão assim; sequências de ação pouco inspiradas e com uma direção confusa; mocinhas indefesas gritando; tentativas do roteiro em promover reviravoltas extremamente previsíveis; um vilão cara de cu e frouxo.

A impressão é que o roteiro tentou soar como uma espécie de homenagem ao clássico O Fugitivo, de 1993. Ao encontrarmos Bryan ao lado do corpo da esposa e com a polícia gritando para ele se afastar, é impossível não se recordar de Harrison Ford no longa-metragem dirigido por Andrew Davis. A semelhança aumenta por conta da presença do personagem de Forest Whitaker, um agente casca-dura super inteligente que antecipa todos os movimentos de Mills – exatamente como o personagem de Tommy Lee Jones havia feito com o coitado do Harrison Ford. De qualquer maneira, se você for fã de O Fugitivo, prefira rever a perder tempo com Busca Implacável 3.

Podemos dizer que a fase de herói de Liam Neeson perdeu o gás ou ele apenas deu azar do roteiro e direção da última parte da trilogia serem horríveis? Até uma sequência ser anunciada ou o ator emprestar seu talento para alguma obra derivada de Busca Implacável, vamos torcer para que ele prefira participar de projetos mais ambiciosos e que mostrem seu talento como ator. Do contrário, Nicolas Cage terá em breve a companhia de outro nome famoso de Hollywood a ver sua carreira indo para o brejo. E nem mesmo uma participação na franquia Os Mercenários pode salvar, nesse caso.

Busca-Implacavel-3-838x559 Crítica: Busca Implacável 3

Busca Implacável 3 (Taken 3, 2015) De Olivier Megaton (és um Transformer?). Escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen. Com Liam Neeson, Forest Whitaker, Maggie Grace, Famke Janssen

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.