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O Espião que Sabia Demais


PROFESSOR BLACK, COM O CASTIÇAL NO HALL.

O Espião que Sabia Demais é um filme de espião que pra mim ressoou muito como aquele jogo de tabuleiro que a maioria das crianças já jogou alguma vez, e já já eu conto o porquê.

Baseado no romance homônimo de John le Carrè, o filme mostra a saga do detetive George Smiley (Gary Oldman), que com a morte do chefe do Serviço Secreto Britânico, a Circus, é chamado para descobrir quem é o suposto agente duplo que teria delatado a missão do detetive Jim Prideaux (Mark Strong) na Hungria, que não deu muito certo, por assim dizer. Smiley conta com a ajuda do agente Peter Guillam (Benedict Cumberbatch) para seguir a até então “louca” teoria de Control (John Hurt) de que haveria um agente duplo dentre os “homens de confiança” da Circus: Percy Alleline (Toby Jones), Bill Haydon (Colin Firth), Roy Bland (Ciarán Hinds), Toby Esterhase (David Dencik), e o próprio Smiley. No meio dessa confusão “interna”, ainda participam da “conspiração” um diplomata russo, Polyakov (Konstantin Khabenskiv) e um espião soviético, Karla.

As descobertas começam a progredir quando o agente Ricki Tarr (Tom Hardy) reaparece depois de um tempo “foragido”, alegando que sua fonte tem informações cruciais para a investigação, mas que está desaparecida. Ao longo da história, Smiley vai desenrolando a trama e descobre que Control, como todo bom detetive, dava “apelidos” aos membros da Circus: Alleline era Tinker, Haydon era Tailor, Bland era Soldier, Esterhase era o Poor Man e Smiley era Spy. Esses “apelidos” dão origem ao nome original do romance, que também já foi série de TV na década de 70: Tinker Taylor Soldier Spy (o que, aliás, faz muito mais sentido que o título em português, mas isso não vem ao caso).

Parece complicado, né? Mas é super simples: foi o Senhor Marinho com a Faca na Sala de Música…não? Não! HAHAHAHA! O filme, por mais que pareça só mais um filme de suspense e de detetive bobinho, confunde muito quem não presta atenção nos detalhes. E principalmente quem não consegue seguir a linha temporal confusa proposta pelo diretor Tomas Alfredson (Let The Right One In), que mistura cenas do passado com cenas do presente, na perspectiva tanto do personagem principal, como de outros personagens chave. Mas não sei se foi lerdeza minha ou se o filme realmente não entrega rápido quem é o traidor, mas eu só percebi bem tarde… O que é bom, né? Porque pelo que o filme se propõe, aliás, pelo que todo filme de espionagem e etc se propõe, o expectador só deve descobrir o assassino no final, né?

 Fato é que seja pelo elenco renomado ou pela história interessante e muito bem contada, O Espião que Sabia Demais foi indicado pro Leão de Ouro do Festival de Veneza e é uma das apostas pro Oscar de 2012. Eu, desde já, arriscaria o Colin Firth como melhor ator coadjuvante, porque sabem como é, né? É fato que ele é melhor que o Jeff Bridges, não é mesmo? HAHAHAHA! Piadas internas à parte, não achei a atuação do Colin Firth digna de Oscar, mas enfim. Adorei a trilha sonora bem “internacional” e a fotografia também: o filme se passa nos anos 70, então eles deram um aspecto meio setentista pro filme, com um tom envelhecido nas cores e etcs…eu curti!

Para um filme tão aguardado, eu deixo minhas 3 caipirinhas de imparcialidade. Lembrem-se que eu não sou muito fã desse tipo de filme.

Título original: Tinker Taylor Soldier Spy
Direção: Tomas Alfredson
Produção: Tim Bevan
Eric Fellner
Robyn Slovo
Roteiro: Bridget O’Connor
Peter Straughan
Elenco: Gary Oldman (O Cavaleiro das Trevas)
John Hurt (Alien – O 8º Passageiro)
Colin Firth (Direito de Amar)
Tom Hardy (A Origem)
Benedict Cumberbatch
Lançamento: 20/01/2012
Nota:

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