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Crítica: Lady Bird – A Hora de Voar (2017)

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Lady Bird – A Hora de Voar nada mais é que um filme sobre o relacionamento complexo entre uma mãe e sua filha. É claro que vários outros tópicos são discutidos na história de Greta Gerwig, mas o que se destaca é a forma como as duas lidam uma com a outra, com atuações extremamente convincentes de Saoirse Ronan e Laurie Metcalf.

O ano é 2002 e Lady Bird (Ronan) está no último ano do Ensino Médio. Seu sonho é estudar na costa leste dos EUA, pois não quer, de forma alguma, continuar morando em Sacramento. No entanto, sua família não tem dinheiro para pagar uma faculdade em Nova York. Além desse problema financeiro, a protagonista ainda passa por várias outras experiências e conflitos com a mãe.

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O relacionamento entre parentes sempre foi e sempre será difícil. Quanto mais próximos somos de alguém, melhor conhecemos essa pessoa e vemos de perto os seus defeitos e qualidades. No fundo, queremos o bem do outro e que seja feliz acima de tudo, mas por causa disso também tendemos a ser mais críticos e exigentes. Todas essas características ficam claras no enredo do longa, ainda mais porque LB está no auge da adolescência e sua mãe tem um gênio forte, assim como ela.

Gerwig nos premia com cenas marcantes entre as duas mulheres principais do filme, as quais ilustram muito bem os conflitos que todos nós já tivemos e ainda temos com nossos pais. Aquela famosa relação de amor e ódio, sabe? Em alguns casos, o resultado chega a ser meio assustador – cena de abertura no carro! -, mas não deixa de representar muito bem o que é essa relação complexa.

Os outros núcleos do longa também exploram temas em voga atualmente, como a homossexualidade e a amizade, por exemplo. E os dramas que todo adolescente enfrenta em relação ao seu processo de descobrimento e imaturidade diante de certas coisas.

Talvez Lady Bird não tenha sido tudo aquilo que eu, pessoalmente, esperava, mas é outro filme de Gerwig que nos conquista com os diálogos inteligentes e seu famoso toque de humor.

 

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