Crítica: A Marca Da Maldade (1958) | Cinema de Buteco
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Crítica: A Marca Da Maldade (1958)

Ao longo das décadas, desde seu lançamento em 1958, este filme tornou-se um verdadeiro clássico, sendo geralmente um queridinho entre críticos e cinéfilos. Essa popularidade não ocorreu ao acaso, mas sim como consequência justa de seu potencial.

Em 1941, Orson Welles havia dirigido e se destacado com seu primeiro longa, chamado Cidadão Kane e, desde então, a expectativa para os projetos com os quais envolvia-se, eram sempre grandes. Em A Marca da Maldade, Welles repetiu a genialidade de sua estreia, e presenteou o público com uma obra brilhantemente bem conduzida, sustentada por um roteiro de dinamismo instigante. Tornou-se, mais uma vez, aclamado pela crítica especializada, e seu filme iria eternizar-se como referência na história do cinema.

Os aspectos positivos deste longa são inúmeros, e todos eles encaixam-se idealmente por intermédio da primorosa direção de Welles, que interligou muito bem seu roteiro com o restantes dos detalhes fílmicos. A história em foco que da luz à obra, gira em torno de um desfecho já bastante animado que acontece nos dez primeiros minutos, marcado por explosões e perseguições. O elenco, logo de cara já demonstra sua força e assegura entusiasmo durante toda a duração do filme, que segue sendo cativante até o fim, com suas misturas de romance e investigações policiais. Com o desenrolar das cenas, cheias de surpresas, o espectador tende a, cada vez mais, inserir-se no filme e perder-se nos mistérios que envolvem os personagens e a trama, sendo que este clima segue sendo excelente até a última cena. A principal “marca” de A Marca da Maldade, possivelmente é a incrível direção de Welles, que soube caracterizar muito bem os personagens, relacionando-os com intrigas, reviravoltas e excelentes surpresas.

Além de ser um filme capaz de prender a atenção, algumas cenas tendem a convidar-nos à algumas risadas. Se você ainda não o assistiu, vale muito a pena acrescentar o filme na lista! Se já viu, reveja-o, costuma ser sempre muito agradável!

Juliana Vannucchi