20 Filmes de Animação da Disney

SOU UMA GAROTA DISNEY, mas não é no sentido “Demi-e-Selena-forever” ou “eu-amo-High-School-Musical”. Eu canto as músicas junto, eu sei as falas de cor, eu faço referências em conversas que só minha irmã entende… Enfim, eu sou uma garota Disney que se expandiu para outras freguesias da animação. Mas essa lista é só da Disney, então essa conversa fica pra outro post. Como é Semana das Crianças, eu não pude me conter e tive que fazer uma listinha (quem é que não adora listas?) pra manter viva dentro de mim (e de vocês também, oras) a criança que eu tenho (e sou). Lá vai meu top 20 – que não é o que a massa prefere, mas sim os melhores e mais impactantes para mim – em ordem de chegada na minha mente (e não de preferência):


1 – A Espada Era A Lei (1963)
Rei Arthur jovem, Merlin, mitologia britânica, guerreiros, cavaleiros, mágica, Madame Min e uma coruja que fala e se chama Arquimedes. É inspirada na série de livros Once and Future King de T.H. White.

2 – A Bela Adormecida (1959)

Foi a radicalização artística do estúdio: novo estilo de desenho, nova abordagem musical, riqueza em detalhes (especialmente nas imagens de cenário) e cor. É considerado um dos maiores ícones da história da animação, apesar de não ter sido um sucesso de bilheteria. A trilha é toda baseada na peça musical de Tchaikóvski de mesmo nome. Além do mais, tem as três fadinhas mais bacanas do cinema, a cena da briga pela cor do vestido, os dois reis enchendo a cara e brigando pelo casamento dos filhos, o príncipe duelando com o dragão e quiçá a mais icônica das vilãs Disney (e que agora ganhará um filme com ninguém menos que dona Angelina Jolie), senhora Malévola.

3 – Alice no País das Maravilhas (1951)

Inspirador da arte psicodélica dos anos 60 e uma das melhores adaptações literárias que eu já vi na vida (o livro é realmente aquela doideira toda), Alice é expoente das histórias Disney e marco da cultura popular americana. A Lagarta, o Chapeleiro Maluco, os gêmeos Tweedle-dee e Tweedle-dum, a Foca e o famoooooso Coelho Branco. Tim Burton JAMAIS chegará aos pés da versão original com aquela coisa chinfrim que ele fez em 2010. Vergonhoso.

4 – Aristogatas (1970)

Um bando de gatos vagabundos tocando bebop em Paris? Um gato safado de caso com uma gata da alta sociedade? Três filhos capetinhas? Ah é, e a frase mais “é uma brasa, mora” da história do cinema: Papo furado… cascado!

5 – O Corcunda de Notre Dame (1996)

É uma bênção eu ter assistido este filme antes de ler o romance de Victor Hugo? Sim. Não tem muito da história original, mas não deixa de ser uma delícia. A cena em que o Juiz Frollo canta em frente a lareira teve de ser refeita porque foi considerada “sexy demais” pelo comitê responsável pela classificação de filmes nos EUA. Depois de ver o filme não tem como você não querer ir morar em Paris prontamente. Ah! Quasímodo inventou o le parkour que eu sei. Não tem condição.

 

6 – Cinderela (1950)

Quando eu tinha uns três anos, minha mãe me deixava ir à locadora todo fim de semana pegar no máximo dois filmes. Um era sempre este, que eu já obrigava o dono do lugar a reservar para mim e não deixar mais ninguém pegar. Eu sempre quis chutar a cara do gato Lúcifer (será que é por isso que detesto gatos?), bater nas irmãs malvadas, usar o vestido rosa e almoçar com os ratinhos. Acho que nós seríamos ótimos amigos.

7 – Peter Pan (1953)

Outra das melhores adaptações que já vi. Arte fenomenal (a cena das crianças sobrevoando Londres é sensacional!) e história empolgante! Quem aqui nunca quis ser um dos Meninos Perdidos, travar uma luta com os piratas, fazer a barba do Capitão Gancho e quem nunca torceu para o crocodilo?

8 – Pocahontas (1995)

TOTALMENTE SUBESTIMADO. História americana pura, cheia de ação, amor proibido, visual maravilhoso e a melhor das heroínas Disney. Bota qualquer princesa no chinelo, tá? Tem as melhores músicas, grandes personagens e faz a gente querer seriamente um guaxinim pra criar.

9 – A Bela e A Fera (1991)

Aquela cena do vitral inicial já me ganha em dois minutos de filme. E as músicas? Objetos falantes: xícara, relógio, castiçal, armário, fogão… Pavoroso! Sem contar que tem uma biblioteca salivantemente gigante, um pai-cientista “batuta”, França (aê!) e Gaston, o homem mais irritantemente engraçado e egocêntrico do mundo dos desenhos.

 

10 – Aladdin (1992)

Um dos melhores personagens de Robin Williams é o Gênio da Lâmpada. Até em Jack Nicholson ele se transforma! E Aladdin é um dos personagens centrais mais interessantes da Disney. Todo mundo gosta dos anti-herois, não é?

11 – 101 Dálmatas (1961)

Anos 50, Londres, muito jazz, amor e cachorros pintadinhos. Cruella Cruel tem o cabelo mais chic de todos! E o filme virou desenho animado nos anos 90 e passava no extinto TV CRUJ (lembra?). A música que fica? “Caninosso é um colosso para alimentar totó / Caninosso não é osso, coma Caninosso só!”

 

12 – O Rei Leão (1994)

Representante máximo da segunda Era de Ouro da Disney, é uma das maiores bilheterias de todos os tempos. Eu choro até hoje quando o Mufasa morre.

13 – A Dama e O Vagabundo (1955)

Ah, l’amour! Dois cachorros comendo espaguete com almôndegas… Vida de cão não é assim tão dura.

 

14 – Branca de Neve e Os Sete Anões (1937)

Uma das coisas mais lindas do cinema é a fotografia dos anões saindo da mina e caminhando enquanto o Sol se põe. Branca de Neve foi uma coisa de louco quando saiu em 1937 e abalou as estruturas de Hollywood. Permanece até hoje um dos maiores símbolos do cinema americano.

 

15 – Pinóquio (1940)

Pinóquio fuma charuto, bebe e joga sinuca naquele Buteco em forma de bola 8. Naquela época, não era grande coisa mostrar crianças fumando e bebendo no cinema. Enfim, a gente ganha tantas coisas boas naquele filme! Quem é que não queria que a Fada Azul viesse visitar durante a noite? Ou um pai que fizesse brinquedos fantásticos só pra gente? Ou ter um amigo chamado Grilo Falante que era de verdade um grilo? E quem, pelamordedeus, nunca quis ir parar DENTRO DA BARRIGA DE UMA BALEIA???? Pinóquio é atemporal, cara!

16 – Fantasia (1940)

Um espetáculo de cores e música clássica em uma série de curtas temáticos. Sabe aquela famosa hipopótama com tutu dançando balé? Pois é, ela vem daqui. E foi nesse filme que vimos pela primeira vez o Mickey Feiticeiro.

17 – Bernardo e Bianca (1977)

Esse ficou famoso por ter um frame (dos 24 por segundo) mostrando uma mulher pelada. Palhaçada de um dos animadores, obviamente. Mas o filme não tem nada de obsceno e é uma doçura: dois ratinhos apaixonados vão ajudar uma menina órfã a fugir das garras de uma golpista. Excelente!

18 – A Pequena Sereia (1989)

 Sebastião e o chef Louis formam a melhor dupla da Disney.

 

19 – Mogli (1967)

Um moleque indiano criado por lobos que tem como amigos uma pantera, uma manada de elefantes, quatro urubus cantores acapella e um urso que coça as costas em bananeiras e gosta de boxe. Seria trágico se o filme não fosse muito cômico!

20 – Hércules (1997)

 É um deleite para quem é fã de mitologia grega. Só que toda zoada, claro. Melhor coisa: o fauno não é só a cara do Danny DeVito. Ele é feito a partir do Danny DeVito e dublado por… Danny DeVito!

*alguns que ficaram de fora: O Cão e A Raposa, Bambi, Dumbo e Pateta – O Filme.

Fernanda Minucci