Motoqueiro Fantasma

Mais do que nunca os heróis das hq’s estão em alta. De tão rentável que andam as adaptações dos personagens da Marvel (infelizmente a DC só consegue sucesso com o homem-morcego. Os filmes do Super Homem são no mínimo, rídiculos!), eles resolveram usar até personagens secundários. Na maioria das vezes, o tiro sai pela culatra. O Demolidor ganhou um filme estrelado por Ben Affleck e não agradou (inclusive, tudo que lembro sobre o filme é que tinha a gostosa da Jennifer Garner e uma música chata do The Calling). O Justiceiro talvez seja o mais injustiçado: foram dois filmes (um deles merece o esquecimento, foi estrelado por ninguém menos que Dolph Lundgren) e agora uma continuação que PARECE ser digna da história do personagem (sou fã dele e quando assistir os dois filmes, publico alguma coisa aqui). Nem todo mundo teve a sorte de ter Sam Raimi e Tobey Maguire por trás do sucesso de Homem Aranha ou o carisma de Hugh Jackman com seu Wolverine. Mas os estúdios não desistem e prova disto é a adaptação de O Motoqueiro Fantasma.

Após vender a alma para o diabo (a amiga Fla chegou a comentar sobre a influência que o clássico da literatura de Goethe, o livro Fausto, exerceu na concepção do personagem), Johnny Blaze fica na obrigação de ser usado para impedir que o filho do capeta se apodere de uma poderosa lista. A história poderia ser apenas mais uma recheada de efeitos especiais, mas eles decidiram ir além. Convidaram o superastro em decadência Nicolas Cage para o papel principal e uma atriz com excelentes atributos para ser o interesse amoroso do Motoqueiro. É triste ver um cara como o Nicolas Cage fazendo filmes sem nenhuma expressão (o Motoqueiro Fantasma é uma das exceções, mas os últimos cinco filmes dele são de dar dó) e onde o melhor dele é visto por trás das chamas da caveira flamejante que ele se transforma à noite.

Um bom filme, com uma trilha sonora que “suga” bastante a música Knights of Cydonia do Muse. Diversão com pipoca e sem responsabilidade!

(post escrito em meados de 2008)

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.