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MIB – Homens de Preto

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MIB – Homens de Preto foi um dos responsáveis por transformar Will Smith em astro de Hollywood. Se em Independence Day ele já havia conseguido decolar e mostrar seu talento para personagens engraçadinhos, foi ao lado de Tommy Lee Jones nessa comédia de ficção-científica que Smith conseguiu se firmar como um dos grandes nomes do cinema norte-americano. E não foi por acaso, pois o ponto principal de MIB é justamente a atuação hilariante de Smith e a química mais que perfeita com Tommy Lee Jones.

Homens de Preto conta a história de um grupo de agentes secretos que tem a missão de preservar a paz no planeta Terra e lidar com diversos alienigenas que vem morar por essas redondezas. Kay (Tommy Lee Jones) é um dos fundadores do grupo e acaba recrutando Jay (Will Smith) para a equipe do MIB, enquanto tem que evitar um perigoso alien destrua o planeta.

O roteiro é bem simples e os efeitos especiais salvam a pátria (e existe ainda um rap chato do Will Smith, que independente de ser ruim, gruda na sua cabeça e te faz cantar), mas nada disso funcionaria sem o timing dos dois protagonistas para fazerem todas as piadinhas funcionarem. Enquanto Tommy Lee Jones é todo carrancudo, com a cara fechada e uma ironia ácida, Will Smith se interpreta e com sua metralhadora verbal, solta várias pérolas. A graça de MIB está em perceber os momentos sutis, onde os dois personagens trocam farpas de amor sem chamar tanta atenção (como na cena em que Lee Jones descobre que um inseto está por trás de toda a ameaça ao planeta). Outro momento memorável é quando Will Smith acha que a médica interpretada por Linda Fiorentino está lhe dando uma cantada bem direta. Risadas garantidas.

Independente de existir ou não um grupo de Homens de Preto reais, a história cativa por mexer no imaginário do público e criar uma situação onde terráqueos e aliens convivem pacificamente. (Elvis não morreu, apenas voltou para seu planeta…). O diretor Barry Sonnenfeld (responsável por Família Addams) conseguiu adaptar os quadrinhos criados por Lowell Cunningham e combinou ficção-científica com um humor afiado de uma forma que poucos conseguiram no cinema. Homens de Preto pode não ser genial, mas é garantia de distração e diversão.

Três caipirinhas

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