Precisamos Falar Sobre o Kevin (@festivaldorio) | Cinema de Buteco
Drama

Precisamos Falar Sobre o Kevin (@festivaldorio)

por Wendel

we-need-to-talk-about-kevin-we-need-to-talk-about-kevin-2011-3-g-600x398 Precisamos Falar Sobre o Kevin (@festivaldorio)
ACHO QUE A MELHOR PALAVRA que caracteriza esse filme é intenso. Não ia fazer esse post pois achei que eu não teria palavras pra descrever o filme, muito menos o que eu senti assistindo-o, mas insistiram pra que eu ao menos tentasse, então vamos ver o que eu consigo!

O filme gira em torno de Eva Khatchadourian (Tilda Swinton), mulher de Franklin Khatchadourian (John C. Reilly) e mãe de Kevin (Ezra Miller). Desde o nascimento de Kevin, percebe-se uma certa falta de dom de Eva para ser mãe. Mas a criança estava lá, então não tinha como desistir. O filme segue 2 linhas paralelas. Uma contando o dia a dia da criação de Kevin e os perrengues sofridos por Eva. Já a outra conta as dificuldades que ela passou após o grande feito de Kevin que mudou a vida da sua família e talvez de toda a cidade.

we-need-to-talk-about-kevin-we-need-to-talk-about-kevin-2011-3-g-600x398 Precisamos Falar Sobre o Kevin (@festivaldorio)Desde o início, percebe-se que Kevin não é uma criança comum. Não parece ser doente, apenas tem cara de quem tem problemas. Num dado ponto do filme, começa-se a questionar se ele já nasceu assim, ou se foi incompetência de criação. Acho que a própria Eva em um momento começa a se culpar. Kevin é sagaz, frio, calculista e extremamente inteligente. Acho que até manipulador se encaixa bem. Quando nasce sua irmã, parece que ele consegue ficar pior. Já Eva parece ter um pouco mais de jeito com a filha. O clássico “erra no primeiro e acerta no segundo”. Mas ela não desiste do filho mesmo assim.


A relação entre mãe e filho é próxima e distante ao mesmo tempo. Como se o tempo todo o filho quisesse chamar a atenção da mãe e a mãe do filho. O que não é difícil, tendo essa cara de psicopata. Quando o filme chega as últimos momentos, você sente todo o sofrimento que o filho causou a mãe e começa a entender toda angustia e recriminação que ela sofre em conseqüência dos atos do filho. Tilda Swinton está sensacional no papel, com direito a aparentar mais acabada com o decorrer do filme, e o jovem Ezra Miller promete excelentes filmes pela frente. Assista se puderem, mas se preparem. Como eu disse, o filme é intenso.

we-need-to-talk-about-kevin-we-need-to-talk-about-kevin-2011-3-g-600x398 Precisamos Falar Sobre o Kevin (@festivaldorio)FICHA TÉCNICA:

Nome Original: We Need to Talk about Kevin
Direção: Lynne Ramsay
Produção: Jennifer Fox
Luc Roeg
Bob Salerno
Roteiro: Lynne Ramsay
Rory Stewart Kinnear
Elenco: Tilda Swinton (Constantine)
John C. Reilly (Chicago)
Ezra Miller
Lançamento: Dez/2011

Wendel

Wendel Wonka largou o curso de Letras Port/Inglês na UERJ pra trabalhar como Técnico Telecom na Oi. O hobbie de DJ acabou virando profissão alternativa e às vezes ganha um trocado com isso. No meio disso tudo, faz resenhas críticas (ou não) e revisão de texto no CdB. Ah, também está tentando o vestibular de novo, só que pra ADM. Faz parte do site desde a sua formação Beta e integra a ala carioca do Buteco (e queria colocar uma foto na horizontal).

Comentários

  1. O dia que a Tilda Swinton fizer um filme normal vcs me avisem, TÁ OKÊI?!
    Não achei o filme intenso, achei pesado. Mas no sentido de ser meio cru, sem muitas papas na língua pra disfarçar o "problema" de Kevin e a "incompetência" de sua mãe. É um filme difícil porém fácil: fácil de entender, difícil de digerir. Nem todo mundo consegue aceitar que uma mãe rejeite um filho, muito menos aceitar o que uma criança como Kevin pode fazer. E pasmem: essas crianças existem. Alienação parental (o conceito mais babaca em psicologia/direito), genética, sociedade? Dá muito pano pra manga essa discussão.
    Bom post, sabia que ia render alguém que não fosse "da área" falando! Hahahaha!

  2. Bom, eu li o livro e ele é foda. Desses que vão ficando engasgados na garganta desde o primeiro capítulo (ou da primeira carta, já que são cartas da mãe para o pai depois que tudo aconteceu, refletindo sobre a sua própria culpa). Tô doida pra ver o filme.