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Atividade Paranormal 2


COMO DESTRUIR UM FILME INTERESSANTE: depois de arrecadar horrores com o filme original, invente uma trama sem pé ou cabeça e aposte no poder do marketing para atrair o público; deixe toda a linha criativa ficar nas mãos de pessoas conservadoras, mas que ao mesmo tempo sabem usar a violência como forma de atrair mais espectadores; e finalmente, repita praticamente tudo de bom do primeiro filme.

Talvez essa seja a melhor maneira de descrever o fraco (e nada incômodo) Atividade Paranormal 2. Se o primeiro filme foi capaz de me fazer esperar o sol nascer para conseguir dormir, o máximo que a sequência conseguiu foi me fazer querer dormir antes dos créditos finais. 

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O filme se passa antes e paralelamente aos eventos que atormentam o casal fofo do primeiro filme. Dessa vez a trama gira em torno da família da irmã de Katie. Aparentemente, o filho recém-nascido atrai um espírito demoníaco que atormenta Kristi até começar suas tentativas de possuí-la. 

Quando mencionei que o filme repete as coisas boas do primeiro filme, não estava brincando. Existem todas aquelas longas tomadas onde simplesmente nada acontece e dessa vez fica muito chato. A maldita piscina apareceu 200x e antes da metade das repetições, o público já tinha entendido o recado. Mas o diretor não percebeu que estava exagerando na dose e o resultado foi um filme fraco, nada assustador e cansativo. 

Os mais gentis e educados podem dizer que se assustaram com a cena em que Kristie é arrastada pela casa, mas para a continuação de um filme tão interessante quanto Atividade Paranormal foi muito pouco. O terror independente se perdeu no momento em que Oren Peli vendeu a sua ideia para o cabeção Steven Spielberg, que não é bobo e logo deu o jeito de modificar o final original e criar toda uma franquia. Infelizmente.

 

 

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