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Christine, o Carro Assassino

CHRISTINE ERA UM BELO PLYMOUTH FURY FABRICADO NA DÉCADA DE 1950 ABANDONADO E DESTRUÍDO PELO TEMPO. Seus donos tinham tanta obsessão por ele que o carro era considerado uma mulher.

Arnie é um moleque bobão, fraquinho, estudante de mecânica e vítima dos grandalhões do colégio inveja seu melhor amigo que, além de ser mais popular, possui um belo carro. O idiota vê uma carcaça velha em um terreno que parecia abandonado, até que George LeBay (um velho sujo que é irmão do antigo dono) incentiva Arnie a levar aquela tranqueira embora. Seu melhor amigo Dennis conversa com Lebay a respeito do carro e descobre que Christine tem algo de estranho (vale citar que ele já aterrorizava desde a sua produção). O garoto começou a se dedicar a Christine, que logo se entregou a ele e lhe resolveu todos os problemas, tornou Arnie um cara devoto ao seu carro e rebelde.

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O carro era poderoso e perigoso, fazia o que quisesse e sem comando nenhum, matava qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. O rádio era um detalhe a parte: Christine escolhia o som que queria, e todas as músicas eram de sua época de fabricação. Uma das partes mais assustadoras do filme é o momento em que o rádio ligava sozinho e as vezes até conversava com quem estivesse dentro do veículo. Entrou para a história do cinema como um dos mais belos carros que já passaram pelas telonas.

Christine é a adaptação ao cinema do livro de mesmo nome de Stephen King. O filme passava no Cinema em Casa com tanta frequência quanto A Lagoa Azul. A diferença é que a história era macabra e deixava a criançada com pesadelos (pelo menos era esse o caso da autora deste post). Decepcionante rever o filme depois de velha e descobrir que ele é simplesmente bobo. Não dá pra ser injusto com Christine, ele é legal e marcou a infância de muita gente ai que cresceu com a televisão na década de 90. Vale lembrar que sua trilha sonora também é excelente.  O filme é daqueles que dá vontade de rever sempre que possível, uma opinião válida para diversos filmes de John Carpenter. Christine erra por ser fraco e previsível, mas não dá pra explicar muito este detalhe, assista o filme e entenderá.

Uma pérola do cinema juvenil dos anos 1980 que precisa sempre andar ao lados dos demais filmes de Carpenter, Joel Schumacher, Steven Spielberg e John Hughes. Três caipirinhas para o Plymouth Fury vermelho que protagonizava pesadelos das crianças que ousavam assisti-lo.

Título original: Christine
Direção: John Carpenter
Produção: Richard Kobritz, Larry J. Franco
Roteiro: Bill Phillips
Elenco: Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul
Lançamento: 1983
Nota:[tres]

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