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Crítica: O Colecionador de Corpos (2009)

NA MINHA PESQUISA SOBRE FILMES COM PSICOPATAS, me deparei com vários comentários positivos sobre uma obra chamada O Colecionador de Corpos (The Collector). Confesso que a minha primeira impressão não foi nada boa. Parecia mais um daqueles filmes de terror genéricos e com o orçamento só sendo menor que a criatividade dos envolvidos. Para a minha surpresa descobri um dos melhores filmes de terror dos anos 2000 e uma obra indispensável sobre psicopatas.

O longa-metragem apresenta a história de um homem que decide invadir uma casa e tem o azar de escolher fazer isso na mesma noite em que um maluco mascarado espalha várias armadilhas ao redor da casa enquanto tortura os moradores. O roubo do século, não é mesmo?

Enquanto assistia ao filme, a principal referência que tinha era uma mistura macabra de Jogos Mortais, Esqueceram de Mim (sério!) e Quarto do Pânico. A primeira referência é a mais óbvia, até mesmo porque o cineasta Marcus Dunstan escreveu algumas das continuações de Jogos Mortais ao lado do roteirista Patrick Melton. Já a comédia estrelada por Macaulay Culkin nos anos 1990 é lembrada justamente pelas armadilhas colocadas em pontos estratégicos da casa. Há um pouco de humor negro na maneira como as coisas vão acontecendo e o protagonista se vê preso numa enorme ratoeira. Por último, Quarto do Pânico pela ação acontecer inteiramente dentro do ambiente fechado da casa e Dunstan conseguir nos manter angustiados o tempo inteiro.

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O Colecionador de Corpos pega o que há de melhor em Jogos Mortais e liga no 220v. Além do excesso de violência gráfica (MUITAS cenas me fizeram mudar de posição na cadeira ou colocar as mãos na cabeça de tão tenso), Dunstan capricha no suspense sem se deixar levar pela política do “jump scare”. O filme se preocupa com a sua história e seus personagens, o que torna a experiência ainda melhor para os espectadores. Fazia muito tempo que uma obra não me deixava tão aflito.

Madeline Zima, minha musa querida, faz uma breve participação. Basicamente para mostrar os seios numa sequência emocionante. Primeiro porque é a Madeline Zima seduzindo geral, segundo porque a construção do flerte entre o casal é altamente sexy, e por último porque os dois estão se pegando próximos de muitas armadilhas. Qualquer movimento em falso e podem acabar acertando alguma corda que segura um facão, essas coisas. Ainda que sua aparição seja breve e com a única função de ser um apelo sexual antes de ter uma morte violenta, Zima é sempre um colírio.

Obrigatório para fãs de terror, o filme é uma daquelas joias do gênero que podem passar batido para a maioria do público. Acredito que as artes dos cartazes sejam pouco originais e atraentes para quem está cansado de cair em armadilhas. Felizmente, aqui no Cinema de Buteco, e depois de umas boas doses de cachaça, a gente encara qualquer coisa para descobrir as melhores dicas.

O Colecionador de Corpos rendeu uma continuação lançada em 2012, com o retorno da equipe criativa responsável pelo original.

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