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Crítica: Sem Saída (2008)

DE VEZ EM QUANDO NECESSITAMOS DE NOVIDADES. Fugir do básico para encontrar algo que nos chame a atenção. Nessas buscas estamos sujeitos a perder horas preciosas com verdadeiras bombas cinematográficas. No entanto, algumas pesquisas são recompensadoras e temos acesso a produções como o angustiante Sem Saída (Eden Lake, 2008).

Escrito e dirigido por James Watkins (que anos depois comandaria o horroroso A Mulher de Preto), o longa-metragem conta a história de um casal jovem e apaixonado que passa um final de semana num lago e cruza o caminho de delinquentes juvenis dispostos a tudo para causarem dor e problemas.

Sem Saida Michael Fassbender

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Michael Fassbender estrela o suspense ao lado da ruiva Keilly Reilly, sósia da Jessica Chastain. A dupla não precisa de muito esforço para conseguirem atuações de qualidade. Ele banca um cara meio esquentadinho e disposto a tirar satisfação com os moleques até que perde toda a pose depois de se defender causando uma fatalidade. Ela passa a primeira metade como a donzela indiferente até que se torna uma verdadeira heroína de saia para tentar sobreviver diante as perseguições e agressões dos jovens.

No elenco também temos o excelente Jack O’Connell em um de seus primeiros trabalhos no cinema. O ator de ’71 e Encarcerado parece um pouco gordinho e esquisito, mas é de longe o melhor nome do elenco. Na pele do agressivo adolescente Brett, O’Connell já mostrava porque é que se tornaria um dos principais nomes da nova safra, ao lado de Michael B. Jordan, John Boyega, Miles Teller, dentre outros talentosos atores. Nós sentimos medo de Brett, afinal temos a certeza de que ele é capaz de qualquer coisa. Sem demonstrar remorso ou peso na consciência, o jovem obriga sua gangue a participarem das torturas apenas para não ser o único a se meter em problemas depois.

Como a maioria das cenas acontece no meio do mato com os personagens correndo atrás do outro, não há muitas possibilidades de inovações no roteiro. No entanto, Watkins acerta ao evitar os clichês mais óbvios e tenta conduzir a sua narrativa com a maior naturalidade possível e apelando para recursos aceitáveis (como a maneira que Jenny finalmente é capturada pelos adolescentes) quando necessário. O resultado agrada bastante e ainda nos rende uma surpreendente (e angustiante) conclusão. Dentro de suas limitações, é um filme eficiente e que conta com um elenco inspirado, além de uma direção competente em deixar os espectadores tensos com a menor expectativa de fuga da nossa heroína.

Sem Saída está nas nossas dicas com os 30 melhores filmes de terror lançados nos anos 2000. Recomendação garantida para os amantes do gênero!

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