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Sobrenatural: A Origem

Review Sobrenatural A Origem filme

Depois de dois filmes bem-sucedidos nas bilheterias, chegou a hora de conhecermos a origem da franquia Sobrenatural. Em Sobrenatural: A Origem (Insidious: Chapter 3, 2015), vemos como Elise Rainier (Lin Shaye) voltou à ativa após anos distante do mundo dos mortos e qual foi sua primeira missão antes de conhecer a família Lambert. Clichês temos de sobra, assim como falhas no roteiro, mas o terceiro filme da franquia não deixa de ser assustador.

Dirigida por Leigh Whannell, roteirista de todos os longas da série, a produção acompanha Quinn Brenner (Stefanie Scott), garota que vai atrás de Elise em busca de uma maneira de entrar em contato com a mãe, que morreu há pouco mais de um ano. A mulher nega, inicialmente, mas acaba tentando ajudar a garota, sem sucesso. Pouco tempo depois, a jovem começa a ser assombrada por um espírito maligno que vive em seu prédio e a única maneira de se livrar do mesmo e salvar sua vida é por meio de Elise. Por isso, seu pai (Dermot Mulroney) vai atrás dela e dos blogueiros Specs (Whannell) e Tucker (Angus Sampson) para evitar uma tragédia.

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Para quem viu os anteriores, é interessante conhecer melhor o passado de Elise, como sua maneira de lidar com seu dom e o relacionamento com o ex-marido Jack (Adrian Sparks). Além disso, alguns personagens que os espectadores já conhecem, tais como Parker Crane (Tom Fitzpatrick), Lambert Woman (Fawn Irish) e o jovem Josh Lambert (Garrett Ryan), mostram a cara aqui. No entanto, para quem nunca viu a franquia, mesmo não reconhecendo-os, eles não fazem falta; pelo menos a meu ver.

O roteiro tem todos os clichês possíveis do gênero, mas, sejamos sinceros? Quais filmes de terror não têm aqueles barulhos esquisitos na casa que, ao invés de afastar os personagens, atrai eles até sua origem? Ou câmeras que mostram uma coisa e quando voltam para o local onde estavam tem algo diferente ali? Ou os típicos sustos quando tudo está escuro e silencioso e, de repente, uma entidade aparece do nada? Não dá pra ficar exigindo demais não, as chances de termos isso são de 99,9% em qualquer filme de terror. E quem disse que não é divertido? Os sustos são bons e algumas partes realmente dão medo.

Os únicos detalhes que não gostei foram algumas faltas de sentido na história. Por exemplo, Elise diz a Quinn que não pode mais fazer o que fazia antes e um minuto depois muda de ideia e vai até o mundo dos mortos para salvá-la. A jovem ainda sofre alguns probleminhas e quebra as duas pernas e machuca o pescoço e, mesmo assim, o pai a deixa dormindo sozinha. Oi? Ele deveria ter deixado ela dormir com ele desde o início das assombrações ou pelo menos sob vigilância. Enfim, coisas para prolongar o enredo e fazer a menina sofrer, tadinha.

Para os fãs de Sobrenatural, A Origem é um filme bastante interessante. Como já dito anteriormente, a história de Elise é contagiante e ver a mulher enfrentar os próprios demônios é muito divertido. Para quem gosta de humor, Specs e Tucker aparecem para assumir tal função como de se esperar. Lerdos e desajeitados, mas eficazes.

Para quem nunca viu, trata-se de um filme sobre a origem de tudo, ou seja, você não terá muitos problemas, pode confiar em mim. E pode ser que você queira ver os demais depois e ver como a história desenrola; muitas caras vão aparecer novamente e os acontecimentos vão se encaixando.

Insidious 3 é recheado de clichês, mas o roteiro é cativante e bons sustos são garantidos. Os ingredientes estão lá, divirta-se!

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