Fome (2010)

Um grupo de cinco pessoas fica preso dentro de um fosso e é observado atentamente por um maníaco canibal. Enquanto os dias passam, o grupo descobre que não possui comida e que o único alimento é o próprio corpo de cada um. Liderados por uma médica inteligente e muito racional, eles tentam durar o máximo possível, mas as coisas acabam chegando num ponto insustentável onde a sobrevivência fala mais alto.

O enredo não é lá muito original. Logo no começo se tem a impressão de estar assistindo mais um episódio da franquia Jogos Mortais (que influenciou bastante, sem dúvida) e com elementos de vários outros filmes de qualidade duvidosa. O que se pode dizer é que depois de um começo em que tudo que o espectador podia conferir era a voz dos personagens, Fome acabou caindo na velha fórmula desses longas conhecidos do público.

A ideia de uma pessoa perdendo a sua consciência moral e enlouquecendo é sempre interessante. Dessa vez o instinto de sobrevivência foi a sacada do roteiro para apresentar o descontrole de cada um desses cinco personagens. Vale dizer que todos são estereotipados, o que reforça ainda mais o comentário de que este é apenas mais um filme de terror psicológico produzido nos Estados Unidos. Ele não se destaca em momento algum, exceto talvez pela introdução claustrofóbica. E por mais que os motivos do Jigsaw da vez tenham sido mostrados e deixados bem claro, o roteiro acaba pecando por conta de pequenos detalhes.

Não sei se foi a dor no dente ou o estômago vazio, mas essa Fome não me pegou. São duas caipirinhas.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.