Crítica: Holocausto Canibal , de Ruggero Deodato
Críticas de filmes Terror

Holocausto Canibal

por Thaís

large_cannibal_holocaust_blu-ray_1-1-600x337 Holocausto Canibal

O QUE SERIA UM FILME QUE COMBINASSE COM HALLOWEEN? ALGUMA COISA COM OS MONSTROS MAIS POPULARES? VILÕES CLÁSSICOS? OU TALVEZ SÓ O MEDO E A TENSÃO BASTASSE?

Recomendamos que você escute esta música enquanto lê o post:

 

O filme fala sobre um grupo de documentaristas que foram para a selva amazônica e não retornaram. Com isso, começa-se a ir ao local de desaparecimento do pessoal para descobrir o que houve. Lá são encontradas algumas latas de filmes que explicam um pouco do que houve com os documentaristas e tudo começa a fazer sentido. Enquanto isso, o antropólogo aprende a se entender com a floresta.

large_cannibal_holocaust_blu-ray_1-1-600x337 Holocausto CanibalA obra é mais conhecido pela polêmica que gerou em torno do contexto. Devido a filmagens de péssima qualidade, autoridades italianas pensaram que a história havia sido real. O diretor preparou um cenário completo: fez com que os atores assinassem um contrato que proibiria a aparição pública do elenco, para fazer com que pensassem que todas as mortes eram reais. Ruggero Deodato acabou indo para o xadrez acusado de obscenidade e teve que explicar toda a produção do longa metragem para provar que não fez um filme snuff (que mostram mortes ou assassinatos reais sem ajuda de efeitos especiais).  Apenas os animais foram mortos de verdade. Sobre este detalhe, no início dos anos 80 não havia preocupação em preservar a vida de animais selvagens.

Holocausto Canibal inspirou diversos filmes feitos com o mesmo estilo, A Bruxa de Blair é um deles. Cannibal Ferox também é mais do que inspirado: é quase uma cópia genérica do filme em questão. Ambos são proibidos em diversos países. A produção também pode ser considerada como precursor do gênero found footage: vídeos feitos de forma simples (caseiro) por algum personagem e que servem para contar uma parte da história do filme.

O roteiro e a edição do filme são perfeitos. A forma com que a história é contada é incrível. Um detalhe que surpreende muito é sua trilha sonora. Uma música maravilhosa cuja autoria é de Riz Ortolani, um mestre em compor canções para filmes desse gênero. A música é tão marcante, que sua harmonia se contrapõe ao que está sendo apresentado ao longo do filme. Não estranhe se você lembrar ela e ao mesmo tempo começar a recordar cenas horripilantes de Holocausto Canibal. É bom destacar que algumas composições de Riz Ortolani fazem parte da trilha sonora de Kill Bill 1 e 2. Outra curiosidade é relacionada ao cara que interpreta Monroe: antes de atuar neste filme, Robert Kerman era ator pornô. Ele também atuou em Cannibal Ferox e em diversos outros filmes lado b. Os outros atores eram desconhecidos, elenco perfeito para que a brincadeira de Ruggero funcionasse tão bem.

Enfim, Holocausto Canibal é sensacional apesar de nojento, visceral e apelativo. Clássico para rever sempre que possível com a companhia de gente afrescalhada que só sabe assistir filminho com o Ashton Kutcher.

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Título original: Cannibal Holocaust

Direção: Ruggero Deodato
Produção: Franco Palaggi
Roteiro: Gianfranco Clerici
Elenco: Robert Kerman, Carl Gabriel Yorke, Francesca Ciardi, Perry Pirknen, Luca Barbareschi
Lançamento: 1980
Nota:[quatro]

Thaís

Fã de filmes com perseguições, porrada, mafiosos, sangue, carrões antigos e tudo o que não presta. Mãe da Malu, publicitária, cinéfila e se mete a escrever algumas críticas aqui no Cinema de Buteco.

Comentários

    1. Dexa de ser gay Joubert Thomson Maia Junior, filme mo normalzao…se bem que acharam que mataram mesmo os atores na época AUHAUHauh…filme doente é o "A Serbian Film"

    2. Só de ouvir a música eu ja fiquei com medo.
      aegaehauieahieu sobre o Serbian Film, vc acredita que eu (antes de saber do que se tratava é claro) quase baixei ele para assistir num domingo ensolarado com a Nathália 😛
      Isso sim ia ser tenso.

    3. O Serbian (parece que…) conseguiu ultrapassar a doença do Holocausto. Só que o Serbian apareceu agora, e Holocausto é um clássico de 30 anos já! faria de tudo pra ver algum noticiário relatando os boatos, hahaha.

  1. meu eu tive pior ideia da minha vida de assistir esse filme é muito apelativo e bizarro,não aconselho a assisti-lo quem tem estomago fraco (como eu) ou quem se impressiona facilmente, não querendo estragar o filme mais muitas pessoas dizem que a cena mais hardcore é a da tartaruga, mais na minha opinião a cena mais forte é a do recém-nascido enterrado vivo logo depois de nascer…argh fiquei varias noites em dormir, mais ao final nos podemos realmente entender quem são os verdadeiros selvagens….