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Hora do Pesadelo 2 – a vingança de Freddy

Tosco ou não, eis mais um belo exemplo de clássicos do terror. Na continuação de A Hora do Pesadelo, o vilão Freddy Krueger se mostra ainda mais cruel e parte para assustar novas vítimas. Dessa vez não existe nenhum nome até então desconhecido, como aconteceu com Johnny Depp no filme anterior, e todo o elenco acaba deixando a desejar. O criador do personagem, o mestre do terror Wes Craven se recusou a participar da continuação e parece que declinou por achar o roteiro uma grande porcaria. Ele não estava lá muito errado.

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O diretor Jack Sholder conseguiu reunir algumas das cenas mais vergonhosas da saga da versão serial killer grunge do Sandman. Além claro de alguns erros bizonhos como a presença fisica de Freddy em uma festa. Eles se esqueceram de que o cara esta morto e só “vivia” alimentado pelo medo de suas vítimas adormecidas? Mas o pior mesmo é quando o sujeito grita para os adolescentes sobreviventes que são todos suas crianças e uma grande chama tenta atrair a atenção do espectador e fazer a ligação de Freddy com o inferno. Poderiam ter feito de uma forma mais criativa. Porém, seria injusto não parabenizar os responsáveis pela criatividade em bolar uma sequência onde Freddy invade o corpo do personagem principal e lambe os seios da namorada safadinha que se deliciava tanto com as carícias orais do garoto, que nem percebeu que de repente estava sendo lambida pelo sósia do Gene Simmons.
De qualquer forma, A Hora do Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy tenta (e fracassa) ser original e superior ao primeiro filme. O roteiro traz um adolescente perdido, que mora na casa em que foram mostrados os acontecimentos no longa anterior (que por sinal não tem nem rastro da personagem Nancy) e acaba sendo dominado lentamente pelo cruel Freddy Krueger. Assim como o anterior, não deixa de ser assustador imaginar um assassino que invade nossos sonhos para nos matar e agora soma-se ao risco de ter o seu corpo dominado por Freddy. Toda a premissa criativa tomba diante resultados tão toscos. Essa continuação também marca a despedida do tom mais sério do personagem, que a partir da terceira parte ia ganhar um apelo mais cômico e, porque não, mais cativante.

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