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Jogos Mortais 3


Depois do segundo filme terminar com o detetive Matthews sendo pego pelo Jigsaw – que, num incrível jogo de dissimulação o levou a crer que Daniel estava na casa, em perigo, quando na verdade, para ter seu filho, ele só teria que seguir as regras do jogo -, Jogos Mortais 3 começa dando continuidade ao terrível destino do detetive. É engraçado porque, quando você assiste, acha muito simples o fato de: simplesmente siga as regras e viva! Mas já se imaginou lá? Um maníaco te prende numa armadilha bizarra, e você só tem que ouvir o que ele diz para viver. E aí?

Mas a história é a seguinte: são mostrados alguns jogos em que as chances da pessoa escapar ou são mínimas, ou não existem. A detetive Kerry dá a dica, esse não é o estilo de Jigsaw – que, como todos devem se lembrar, não estava muito bem de saúde no filme anterior. Logo várias idéias passam por nossas cabeças, e fica a certeza de que há um aprendiz, que assumirá seu lugar. A resposta para esse e outros mistérios vão se revelando no decorrer da trama: Amanda. Em flashbacks do primeiro e segundo filme, começamos a entender a genialidade da coisa. Como foi escolhida, como foi treinada e como foi usada. É muito interessante perceber a influência que John Kramer pode ter sobre ela, explorando até o fim suas fraquezas. Paralelamente a isso, e interligado a isso, conferimos a saga de Jeff, um homem amargurado pela morte de seu filho, que vive remoendo uma vingança.

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Todos a quem ele desejou a morte dependem de sua ajuda, e é incrível como, mais uma vez, quase podemos enxergar os fios das marionetes com que Jigsaw brinca. Esse talvez seja o jogo mais complexo dos filmes. É claro que em todos havia uma conexão, mas nenhum se liga de uma maneira tão dependente quanto esse. A vida de cada um literalmente depende de outra pessoa, e se isso não faz o filme ser bom, nada mais fará. São muitas respostas, e isso talvez cause uma confusão se você não está familiarizado com a história. No final, porém, – e essa é “A” sacada -, fica a mais estranha e angustiante e atemorizante pergunta: e agora, Gregório? Incrível.

A franquia Jogos Mortais é definitivamente daqueles filmes que você deve ver, se assustar e ficar ansioso, mas depois rever e entender a mágica da história conectada. E ainda assim você irá se surpreender. Recomendo e defendo esta causa!

Trailer:


Obs.: se eu acompanhasse a história desde o início, teria ficado puta com esse trailer!

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