Pânico 4 | Cinema de Buteco
Terror

Pânico 4

panico-4-cox Pânico 4

Para todos os adolescentes da época em que a primeira trilogia de Pânico foi lançada (em 1996), o recomeço da série é um misto de expectativas boas e ruins. Afinal de contas, o que se pode esperar da quarta parte de uma produção que foi perdendo a qualidade gradativamente? Por outro lado, existe toda uma nova geração que nunca nem ouviu falar de Pânico (mas que consome os filmes da série Jogos Mortais como se fosse a melhor coisa do cinema de terror) e agora tem a chance de conhecer uma das franquias que mais se aprofunda no universo adolescente. Se isso é garantia de sucesso ou qualidade, é uma questão de ponto de vista.

Como fã de filme de terror (seja ele desmiolado ou não – Pânico 4 é uma mistura das duas coisas. Oscila entre momentos inteligentes e outros dementes), a nova empreitada de Wes Craven funciona e em momento nenhum a história esfria e frustra o público. Claro que está bem longe de ser um clássico do terror ou superar o filme original (mas é bem superior às outras duas partes – ser melhor que a terceira não é mérito algum, diga-se de passagem), mas quem iria esperar alguma coisa além da diversão de poder conferir mais uma sequência de assassinatos sangrentos? A diversão seria completa se Craven não tivesse decidido poupar o público das famosas loiras peitudas e das cenas de sexo. Confesso que chega a ser estranho um filme de terror slasher sem nenhuma dessas partes “fundamentais”…

A velha trilha sonora da trilogia original foi substituída e mesmo o tema do casal Dewey (Arquette) e Gale (Cox) foi deixado de lado. Não chega a ser motivo de surpresa ou comoção, pois tanto a trilha anterior quanto a atual deixam a desejar. As atuações estão na média do bom ao medíocre, o que mantém a normalidade de filmes do gênero. O roteiro de Kevin Williamson tem seus momentos de inspiração, como na brilhante introdução (que como sempre é um dos pontos altos dos filmes da série) onde os personagens fazem piada de Jogos Mortais e outros filmes de terror modernos, além de fazer uma auto-referência, relembrando que o aquilo que assustava há 20 anos pode ser motivo de piada hoje em dia. Uma introdução brilhante, engraçada e de tirar o fôlego. Parecia que chegaria perto do nível da primeira, mas infelizmente passou longe e logo caiu na mesmice de mortes previsíveis e cruas. Se Pânico 4 e seu Ghostface sofrem com um problema (são vários), um deles é a falta de criatividade nas mortes. Existe todo o terror psicológico do assassino conversando pelo telefone, mas logo depois ele vira um primo mais novo do Jason e isso não tem nenhuma graça mais. E a conclusão se revela superficial demais. Descobrir o assassino da vez é sempre divertido, mas dessa vez ficou um clima meio “final de episódio do Scooby Doo do Inferno”. Apesar de ser curioso, interessante e arrisco dizer que pertinente para os tempos atuais, o motivo da matança não é muito bem explorado e deixa sensação de que Williamson não conseguiu bolar um roteiro mais criativo e apelou para o deus ex-machina para resolver tudo. E com isso,  Pânico 4 perdeu a chance de ser ousado e ter um desfecho favorável para o vilão, o que o colocaria num nível diferente dos outros filmes da série e dessa (suposta) nova trilogia.

Em resumo, Pânico 4 é divertido o suficiente para fazer o preço do ingresso valer a pena. Independente de ter assistido ou não os filmes anteriores, o que vai fazer a diferença é a sua vontade de se deixar levar por pouco mais de uma hora e meia em uma história recheada de piadinhas nerds (algumas bem engraçadas) e muitas, muitas mortes. Além de um roteiro onde nada precisa fazer muito sentido, mas que no fim das contas é apenas um mero detalhe. Imperdível para os fãs de terror adolescente.

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Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.

Comentários

  1. Sinceramente não esperava muito do filme (que pena porque poderia me supreender) mas não aconteceu achei que a trilogia bastava a cena final do terceiro fechou com chave de ouro mas o diretor precisa de dinheiro, o trio precisa de dinheiro, e fizeram um quarto filme ruim a Sidney está pessima na atuação a atriz que interpreta sua assessora está bem melhor e a loira de cabelos curtos amiga da prima da Sidney e o cara que leva literalmente na cabeça o blog é bonito (alguns dialogos como as cenas iniciais são otimas, os guardas falando sobre Bruce Willian) assisti graça a promoção da cinemark(estou atualmente disponível no mercado de trabalho por este motivo qualquer promoção é bem vinda) o filme que começar sempre ás 15:00 em ponto custa somente R$ 4,00 qualquer dia da semana assisti no shopping Santa Cruz(Depois para sair da sala você tem que passar por uma escada sinistra…)é as cenas das mortes são fraquissimas