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Sobrenatural

Novamente temos aquela velha história de um trailer vendendo uma obra-prima do terror. A sorte de Sobrenatural é que, apesar de estar bem longe de ser uma produção inesquecível, ela tem todo um charme tosco das produções do gênero que fizeram sucesso na década de 80. Mesmo com a referência direta ao recente Atividade Paranormal, é impossível não relembrar clássicos como Poltergeist ou Casa das Almas Perdidas (um dos filmes mais assustadores que vi na infância/adolescência). Este acaba sendo o trunfo da produção dirigida por James Wan (de Jogos Mortais), que soube se aproveitar bem dessa “homenagem”.

Sobrenatural conta a história de um casal de classe média que começa a ter problemas sobrenaturais em sua casa e acaba com o filho mais velho entrando em coma depois de um estranho acidente. Depois de se mudarem para outra casa, eles descobrem que os espíritos malignos estão atrás de seu filho e precisam urgentemente de um exorcista.

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De semelhante aos filmes dos anos 80, temos até mesmo a interpretação distante dos atores. Tudo bem que o casal principal raramente teve grande destaque em outras produções (a atriz Rose Byrne participou de Extermínio 2 e Sunshine; e Patrick Wilson conseguiu ser um dos personagens principais de Watchmen e contracenar com uma Kate Winslet pelada em Pecados Intimos – o que faz dele um tremendo sortudo e com uma carreira bem mais interessante que sua parceira), mas esse ar distante que eles transmitem ao longo do longa acaba sendo interessante. Os efeitos especiais (alguns bem toscos e outros usados sabiamente) e trilha sonora também ajudam a conservar a essência dos filmes que serviram de influência para a produção.

Por enquanto não existem concorrentes melhores para tirar o título de melhor filme de terror de 2011 de Sobrenatural. Considerado uma espécie de Atividade Paranormal misturado com Poltergeist, o filme vai render bons sustos para aqueles que gostaram dos filmes mencionados. Se você, mocinho leitor do Cinema de Buteco, está querendo um bom filme para assistir coladinho com aquela mocinha leitora do Cinema de Buteco, eis uma boa opção.

São três caipirinhas.

ps: dedicado para a Hélia, que não quis me esperar para assistir o filme e se decepcionou, apesar dos sustos. 

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