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Splice

Mistura de A Experiência com A Mosca (hahaha), esse filme não deixa de ser curioso. Sabe aquele tipo de filme que pelo poster que você não dá nada, mas depois descobre que esconde uma trama bem interessante? Splice conquista o espectador rapidamente com sua agilidade em narrar a história. Tudo por conta da mão de Vincenzo Natali (Cubo) e da produção do mestre Guillermo Del Toro.

Splice é um filme maternal, sobre relacionamentos e apego. O casal de cientistas interpretado por Adrien Brody e Sarah Polley vive o auge de suas carreiras e com a ameaça de perderem toda a sua pesquisa, acabam continuando a pesquisa com DNA humano. O resultado é uma criatura misteriosa, a qual a personagem de Polley acaba adotando como se fosse sua própria filha. Tudo é muito lindo até que a criatura começa a ganhar traços de uma mulher adulta e perigosa.

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O grande problema de Splice é obrigar o espectador a fazer associações o tempo inteiro. Não estou dizendo que o roteiro deveria entregar que a criatura é telepata e sabe exatamente o que se passa na cabeça dos personagens ou que pela semelhança dos atores e pelo mesmo cabelo, deveria ser óbvio que um dos cientistas era irmão do personagem de Brody. Mas entregando esses mistérios de uma maneira mais direta, facilitaria demais a compreensão total da mensagem.

Uma pena que o final tenha sido tão estúpido.

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