Uma Noite Alucinante 2

Por muito tempo eu procurei o filme perfeito para se assistir depois de tomar boas doses de tequila, caipirinha, whisky, vodka ou até mesmo cerveja (Heinekken, por favor). Fiz o primeiro teste enquanto assistia ao péssimo O Último Exorcismo e foi frustrante. Além do filme ser imbecil, não oferecia nenhum grande momento digno das loucuras selvagens que apenas uma certa quantidade de alcool pode oferecer. Uma Noite Alucinante 2 faz jus ao seu nome e se acompanhado de seus amigos e algumas loiras geladas, podem tornar tudo ainda melhor.

Não precisa de muito para explicar os motivos que tornam Uma Noite Alucinante 2 digno de uma experiência etílica que só as mentes mais desocupadas poderiam pensar. Como exemplo, vou citar apenas a sequência em que Ash está dentro da cabana e de repente todos os objetos ao seu redor começam a rir, incluindo o alce empalhado na parede. São poucos segundos da mais pura delinquência, onde apenas quem está muito louco pode acompanhar, rir e entender o que se passa de verdade.

Se o original já era o top dos tops dos trashs, a segunda parte faz ainda melhor: além de manter os efeitos especiais mais sofisticados que o cinema já presenciou, dessa vez Sam RaimiScott Spiegel lançam um roteiro bem superior ao primeiro filme e mostram um faro incrível para sequências grotescas e cenas do mais profundo mal gosto. Tudo isso só eleva a qualidade de Uma Noite Alucinante 2 e o coloca no ranking dos melhores filmes de terror/humor negro de todos os tempos.

Vale ressaltar que apesar de ser considerado uma sequência até mesmo pelo diretor, Uma Noite Alucinante 2 é literalmente uma versão melhorada do primeiro filme. Vários elementos se repetem e em momento algum Ash faz qualquer menção de já ter vivido aquilo antes (cá entre nós, se um sujeito sofre horrores numa cabana enquanto vê sua namorada e seus amigos sendo possuídos pelo capeta e depois decide voltar para passar uma noite romântica com sua noiva, ele tem que ser muito perturbado). Melhor assim, pois quem ganhou com esse remake foi o público esfomeado por um pouco mais litros de sangue falso.

Quatro Caipirinhas!

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.