Depois da Vida

Depois da Vida conta a história de Anna (Christina Ricci), uma jovem professora que sofre um acidente de carro e acorda dentro de uma funerária. Sem saber se está viva ou morta, ela trava um duelo com o diretor da funerária (Liam Neeson) até aceitar a sua realidade. Poderia ser uma história interessante, apesar de nada original. Ainda mais quando o filme não deixa claro o que realmente acontece em cena.

Existe uma linha entre a vida e a morte. O filme parece ignorar qualquer princípio religioso e se envereda por um caminho desconhecido se tratando dessas questões de estar vivo ou não. Durante todo o filme paira a dúvida do que realmente está acontecendo e terminamos sem ter nenhuma certeza da resposta que o diretor Agnieszka Wojtowicz-Vosloo (juro que o nome dele é esse e eu não inventei) tenta transmitir ao longo da produção. Na verdade, em determinados momentos nós nem mesmo conseguimos saber qual era a pergunta…

Estrelado por Christina Ricci (você sabe quem é, tenho certeza), Justin Long (Arrasta-me Para o Inferno) e Liam Neeson (O Qui-Gon Jin de Star Wars), esse é mais um daqueles filmes que não marcam a vida de ninguém. Talvez algumas pessoas consigam apreciar o conceito subjetivo de Depois da Vida, mas para quem já assistiu diversas produções que misturam os vivos e os mortos (filmes de zumbi exclusos) ou simplesmente gosta de tentar entender o que se passa na história, o filme é quase frustrante (Ricci passa boa parte do filme semi nua e isso compensa demais!). Se pelo menos fosse um grande filme, com roteiro criativo, bons diálogos e envolvente, a gente até aceitaria a sensação de que Wojtowicz-Vosloo tentou nos passar para trás. Porém, a verdade é que Depois da Vida está bem distante disso e o desfecho nos faz sentir um grande ódio por ter assistido algo que deixa tudo no ar.

Preste atenção na atuação de Justin Long, que está se especializando em ser o talismã do azar de suas namoradas em cena. Tenho uma grande admiração pelo trabalho desse ator e ele não faz feio. Liam Neeson também dá um show em uma atuação serena e misteriosa. Seria ele um grande assassino no estilo Jigsaw de Jogos Mortais ou apenas um médium como tantos outros que o cinema já apresentou?

São duas caipirinhas no bar do Buteco.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.