Pearl Jam Twenty (@festivaldorio) | Cinema de Buteco
Documentário

Pearl Jam Twenty (@festivaldorio)

cameron-crowe-and-pearl-jam-for-pearl-jam-20 Pearl Jam Twenty (@festivaldorio)

COMO É POSSÍVEL CONTAR A 20 ANOS DE HISTÓRIA EM APENAS DUAS HORAS? Principalmente quando se trata do Pearl Jam, um dos ícones da cena musical de Seattle no começo dos anos 90. Mas não se pode ignorar o mérito do diretor Cameron Crowe, que foi capaz de sintetizar o que de melhor aconteceu durante esse longo período. 

Afastado do cinema desde Tudo Acontece em Elizabethtown, o retorno do diretor não poderia ser melhor. Para quem não sabe, Crowe também dirigiu Quase Famosos, que é uma produção quase biográfica de suas experiências como jornalista da Rolling Stone. A música sempre foi o combustível principal para inspirar o trabalho do diretor, e agora ele tem a oportunidade de incluir um documentário sobre o Pearl Jam no currículo. A assinatura de Crowe é o diferencial de Pearl Jam 20 para todos os documentários que estão sendo lançados atualmente, como o Back and Forth, do Foo Fighters, por exemplo. 

cameron-crowe-and-pearl-jam-for-pearl-jam-20 Pearl Jam Twenty (@festivaldorio)O contato de Crowe com o grunge, a alcunha do movimento musical que revelou o Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden, além do próprio PJ, começou cedo. Antes do estouro do disco Nervermind, ele se mudou para Seattle para acompanhar de perto o nascimento daquela cena. A sua intenção era fazer um filme, mas os estúdios vetaram qualquer coisa relacionada. Mas depois que “Smells Like Teen Spirit” revolucionou a história da música para sempre, os produtores voltaram atrás e liberaram a produção de Singles – Vida de Solteiro. O filme estrelado por Matt Dillon tinha a presença de Chris Cornell e metade da cena grunge da época. Foi o primeiro contato de Crowe com o Pearl Jam, que liberou duas faixas para a trilha sonora do filme: “State of Love and Trust” e “Breath”. Foi o começo de uma longa parceria, que incluiria ainda a gravação do clipe de “The Fixer” no lançamento do disco Backspacer, de 2009. Leia mais sobre essa relação aqui

O documentário reúne diversas imagens do acervo particular da banda e outros registros históricos, como as aventuras de Eddie Vedder se balançando no alto do palco, a banda Temple of the Dog, o efeito Nirvana, e as brigas da banda com a Ticketmaster. Curioso notar como Vedder era um jovem tímido e franzino, e como evoluiu (para melhor) com o passar dos anos. E as famosas brigas internas também estão lá, como não podia deixar de ser em todas as bandas que se prezem. 

Escrever sobre um documentário musical de uma das bandas favoritas da equipe do Cinema de Buteco não é fácil. A música vale por mil palavras nesse caso. Pearl Jam 20 é um daqueles filmes que funcionam para todos os públicos, mas que farão os fãs delirarem e se emocionarem com a longa trajetória do grupo de Seattle. Indispensável também para os admiradores do trabalho de Cameron Crowe, que como sempre, consegue montar um filme sensível e indicado para todos os públicos e idades.

Abaixo o vídeo de “Betterman”, também conhecido como o momento em que a maioria das pessoas deixou lágrimas furtivas escorrerem pelo rosto. Aliás, é até injusto escolher apenas uma música para ilustrar esse texto, mas se eu começar a minha lista de canções indispensáveis da banda… 

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Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.

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