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Dupla Implacável

Digno de uma sessão da Tela Quente, o novo filme de John Travolta consegue driblar o alto risco de ser um completo besteirol non-sense idiota para ser apenas um completo besteirol non-sense fodão. Dupla Implacável não vai agradar os fãs do cinema inteligente. Provavelmente nem todos os machos alfas irão se identificar com o personagem bizarro de John Travolta, mas a molecada e os homens que não chegam a ser dominantes irão se divertir muito.

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Pancadaria e humor clichê com um personagem quadradão (o jovem Jonathan Rhys-Meyers) garantem a diversão e praticamente todo o roteiro escrito por Luc Besson. Como não podia deixar de ser, a trama se desenrola na França e apresenta um policial loucão dos EUA resolvendo uma perigosa conspiração contra o embaixador norte-americano.
Usar o artificio de unir duas personalidades completamente opostas já não é novidade no cinema. Will Smith e Tommy Lee Jones em Homens de Preto; Jackie Chan e Chris Tucker em Hora do Rush; Mel Gibson e Danny Glover na série Máquina Mortifera; e (dos meus favoritos)Nick Nolte e Eddie Murphy em 48 Horas são alguns dos melhores exemplos de duplas nada perfeitas que Hollywood já produziu. O problema é que os espectadores podem acabar se cansando dessas histórias e personagens, que sempre soam parecidos (para não dizer idênticos).
Longe de querer ser levado a sério, Dupla Implacável vale a pena ser conferido apenas pela grande atuação de John Travolta. Se em filmes como A Outra Face o ator consegue provar que ainda não mostrou o pior que existe dentro dele, aqui ele dá a volta por cima e cria um personagem que consegue ser insanamente divertido e que seria um grande adversário para Clive Owen e seu Mandando Bala. Excelente diversão.


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