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Edward Mãos de tesoura

O filme de 1990 faz parte de uma lista seleta de filmes extra explorados na sessão da tarde. Se você tem mais de 15 anos provavelmente já o assistiu tantas vezes quando a lagoa azul. Entretanto como existem muitos e muitos e muitos outros filmes, existe a possibilidade de você nunca tê-lo visto, por isto vou contar um pókinho deste filme pra vocês.

O nosso filme é uma narrativa de uma vovó para sua netinha dormir, e conta a história de uma vendedora de AVON na década de 60, que vive em uma cidade (muito bem caricaturizada).

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Após tentar vender seus cosméticos para todas as mulheres da cidade, Peg (Dianne Wiest) se vê desesperada a ponto de procurar uma casa mal-assombrada no alto de um morro (falei que a cidade era caricaturizada!)

É nesta casa que a sortuda vendedora conhece Edward, mãos de tesoura (Johnny Depp).

Edward é uma aberração, pois como diz o próprio nome “MÃOS DE TESOURA”, ele LITERALMENTE tem mãos de tesoura (uau, eu sou brilhante). Isto porque seu criador, um cientista que decidiu colocar um coração em uma máquina, morreu pouco antes de poder terminar sua obra prima.

Deixando então Edward, sozinho isolado em seu mundo.

Pobre Edward, pois apesar de ser extremamente pálido pela falta de sol (não confunda com o Cullen), suas cicatrizes no rosto, causados por ele mesmo com suas tesouras, e uma aparência extremamente fora dos padrões (da época, porque com certeza já vi vários EMOS jovens andando fantasiados de Edward), ele era uma pessoa muito boa, um bom coração, uma pessoa culta, e inteligente, apesar de não entender muito bem a sociedade de pessoas espertas e inteligentes à sua volta.

 

Edward é simplesmente ingênuo como uma criança. E toda essa ingenuidade é perfeitamente expressa pela atuação (pra variar) impecável de Johnny Depp.

Uma puta critica à sociedade, muito bem caricaturizada (adorei esta palavra apesar de o Word não reconhecê-la) e de visualização extremamente fácil, mostra que não é atoa que este filme de aparência ingênua como o protagonista pode ser tão profundo quanto um corte de sua tesoura! (UAAAAAAAU)

É clássico, já foi repetido mais vezes do que você pode se lembrar na sessão da tarde, mas com certeza é um filme ótimo!

Pela atuação, estilo, simplicidade e profundidade da história, mais uma vez nosso amigo Tim Burton matou a pau e sem duvida merece nota máxima da minha pessoa

5 caipirinhas ou 12 chops (taxa de conversão 2.4)

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