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Crítica: Em Busca de Um Assassino (2011)

SEM QUERER SER INJUSTO OU FALAR ASNEIRA, mas já preparando para disparar várias palavras com a minha ideia sobre Em Busca de Um Assassino tenho que revelar que esperava mais. É um bom filme, sem dúvida, mas a impressão que fica é que faltou um pouco mais de emoção. O longa-metragem é muito frio e ainda tem o problema de parecer meio perdido no meio das várias tramas.

A trama acaba enrolando um pouco misturando vários suspeitos e isso pode entediar o espectador. Como esse filme não chegará aos cinemas, a possibilidade de ser interrompido enquanto o filme é exibido em DVD (ou HD) é alta, ou seja, se isso acontecer não haverão muitos motivos para se preocupar em retornar ao ponto onde houve a interrupção e prestar atenção na história novamente. O grande problema é a ausência de carisma e vida nos personagens de um filme que, curiosamente, é baseado numa história verídica. Será que parte dessa culpa repousa no colo dos atores?

Uma dupla de detetives gasta o seu tempo decidida a resolver crimes sem solução, especialmente quando uma jovem adolescente desaparece. Existe espaço para o tal “policial legal/policial malvado” e personagens caricatos que são exatamente aquilo que o roteiro tenta esconder, sem sucesso.

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Sam Worthington nunca me deixou especialmente empolgado. Fico assustado demais com a semelhança de Jeffrey Dean Morgan com o Javier Bardem para prestar atenção no talento do ator. Chloe Grace Moretz é uma boa atriz, me diverte, tem beleza, tem charme, tem o swing da coisa, mas sua personagem é chata. Sobra a delícia ruiva Jessica Chastain, que tem uma participação pequena, mas que é um colírio para os olhos quando está em cena, ou seja, ela não tem culpa nenhuma do filme ser ruim. Aliás, vamos lá, preciso admitir que das três doses de caipirinhas cedidas para o thriller, duas são exclusivamente por mérito dela. Metade de uma  é pela Moretz e o resto é só para eu não ser chato mesmo.

Muitas pessoas costumam não ter o que reclamar de suspenses bobinhos e com atuações medíocres, mas depois de assistir Seven ou Zodíaco, ambos de David Fincher, o nível de exigência com thrillers investigativos sobe demais para se contentar com tão pouco.

 

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