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A Bússola de Ouro

O filme me surpreendeu. Pode ser que pra quem curte filmes de magia, fantasia (ou sei lá como se chama isso), o filme não seja nada de mais. Me surpreendeu por que esse não é o meu estilo favorito. Não é um filme que, num primeiro momento, atraia minha atenção.Mas fui assitir. E gostei.

 

A história gira em torno de Lyra (Dakota Blue Richards), uma menina orfã criada por seu tio dentro da Universidade Oxford. Na história do filme, todas as pessoas possuem um “daemon” – uma manifestação de sua alma em forma de um animal, cada um com sua personalidade. As pessoas não vivem sem seu daemon. A virada na vida de Lyra é quando ela e Pantalaimon, seu daemon, descobrem a existência do “pó”, uma substância misteriosa que parece ter um estranho efeito nas crianças. As autoridades religiosas estão convencidas de que o pó representa o mal e, portanto, tentam mantê-la em segredo.

Lyra parte para o norte em busca de uma resposta, seguindo seu tio, o misterioso Lorde Asriel (Daniel Craig). Em Londres, ela descobre que diversas crianças e seus deamons estão desaparecendo sem deixar pista. Entre eles, seu melhor amigo, Roger (Ben Walker). Cumprindo uma promessa feita a ele, dizendo que o salvaria, Lyra passa a viver uma aventura, auxiliada pela bússola de ouro – um instrumento mágico, valioso e disputado pelos vilões do filme.

 

Ao contrário de algumas crítiocas que li a respeito, achei que o filme tem um ritmo bom, e não é apenas “um megalomaníaco desfile de caprichados efeitos especiais que não serve para manter o espectador totalmente desperto durante os 113 minutos de projeção“, como escreveu Angélica Bito. Em algumas horas dá sono sim, mas antes da metade o filme ganha um ritmo que é capaz de prender os espectadores.

 

“A Bússola de Ouro” foi baseada no primeiro livro da trilogia fantástica Fronteiras do Universo, escrita por Philip Pullman, completada por A Faca Sutil e A Luneta Âmbaré. O filme deixa a entender que os outros livros também serão adaptados para o cinema, já que não existe um “fim”.

Além dos efeitos especiais, que conseguem ser maravilhosos sem ser (muito) exagerados; dou destaque à atuação de Dakota Blue Richards, que, aos 12 anos, disputou com outras dez mil garotas e conquistou o papel de protagonista (a garota tem sucesso, mas parece que não pretende dar continuidade a carreira. Segundo li em alguns sites, ela diz querer ser professora); e Nicole Kidman, que também está ótima ( e linda) como vilã. Daniel Craig está completamente sem destaque nesse filme. Pra quem recentemente foi James Bond, nota 5 pra ele.

 

Elenco: Nicole Kidman, Daniel Craig, Dakota Blue Richards, Eva Green, Adam Godley, Ian McShane, Clare Higgins, Bill Hurst e Ben Walker Direção: Chris Weitz Produção: Bill Carraro / Deborah Forte

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Fotografia: Henry Braham

Trilha Sonora: Alexandre Desplat Título

Original:The Golden Compass (EUA/ Reino Unido, 2007)

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