Crítica: Como ser Solteira, de Christian Ditter
Comédia Críticas de filmes

Filme: Como Ser Solteira (2016)

como-ser-solteira-crítica Filme: Como Ser Solteira (2016)

 

Ser solteira (o) tem as suas vantagens e desvantagens, depende do ponto de vista. Mas o mais importante é lembrar que, sozinhos ou não, podemos ser felizes. Como Ser Solteira (How To Be Single, EUA, 2016) mostra um pouco o que é isso ao contar a história de vários personagens e como eles se descobrem durante relações que constroem uns com os outros. E nada de final clichê.

O filme provavelmente vai atrair um público mais jovem por causa do elenco e do contexto dos personagens em geral. Basicamente, temos histórias de homens e mulheres que possuem formas bastantes diferentes de verem a vida e seu status social. Temos uma jovem (Dakota Johnson) que se forma e quer um tempo entre ela e seu namorado de longa data, uma médica (Leslie Mann) experiente que vive para o trabalho e descobre que quer ser mãe, uma mulher (Alison Brie) que tenta achar o cara certo por meio de sites de relacionamento (e nunca consegue obviamente) e uma outra (Rebel Wilson) que sai para a gandaia quase que todos os dias. À parte dessas personagens principais, temos alguns homens que são explorados, especialmente um charmoso dono de bar (Anders Holm).

Quando vi o trailer pensei que seria apenas uma comédia para rir, se divertir e ponto. No entanto, por mais que sejam várias reviravoltas no roteiro e o longa fique demasiado cansativo por causa disso, devo dizer que o conteúdo me agradou bastante. Nada profundo ou novo sobre o tema em si, só que os papéis são carismáticos e suas respectivas vidas nos envolvem no decorrer da produção. A maioria muda de certa forma, e para caminhos bem diferentes que imaginavam, algo que pode se conectar conosco. Afinal, quem nunca pensou que sua vida seria de um jeito e acabou sendo de outro? Ou que tinha um determinado modo de viver e o mudou depois?

Como esperado, Wilson é quem mais nos faz rir, pois ela tem, como de costume, o papel mais escrachado e sem noção. Johnson é uma garota mais contida, em alguns momentos me lembrando um pouco de sua Anastasia Steele. Mas ela se solta bem mais. E como o foco da produção é nela, vemos melhor sua transformação na tela. Os demais têm suas qualidades também e, mesmo sendo coadjuvantes, até nos tocam mais, como o do ator Damon Wayans Jr. A química entre Mann e Jake Lacy também é adorável.

E o melhor de tudo: Como Ser Solteira não é previsível. Se não me engano, dois casais pareciam que ficariam juntos no fim caso os clichês fossem aplicados, mas nada disso. Fiquei aliviada que os autores surpreenderam nesse quesito e o desfecho que eles tiveram faz bastante sentido no fim das contas. Na verdade, começamos com diversos solteiros e terminamos com alguns que continuam na mesma e outros que mudam para o próximo nível. Ou até mais. Afinal, depende de cada um se é bom ou não ser solteiro (a), apesar de poder ser divertidíssimo como vemos na tela!

 

 

Daniela Pacheco

Fascinada por cinema desde pequena. Ídolos? River Phoenix, Audrey Hepburn, Wagner Moura e Marion Cotillard.