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Filme: A Escolha Perfeita 2

A escolha perfeita 2 critica
Se em 2012 as Bellas conquistaram o mundo com o seu talento musical e simpatia, em 2015 elas fazem isso em dobro. A Escolha Perfeita 2 (Pitch Perfect, 2015) é a estreia de Elizabeth Banks como diretora – ela também canta a trilha famosa da Universal na abertura – e ela o fez com o pé direito: a continuação é ainda mais divertida, engraçada e com uma trilha sonora tão boa quanto a anterior.

Quatro anos após a conquista do campeonato nacional de a cappella, vemos as garotas da Universidade de Barden fazerem uma apresentação especial para o Presidente Barack Obama, mas ela termina em desastre: Fat Amy (Rebel Wilson) fica, acidentalmente, pelada (na parte debaixo) em frente à plateia. O grupo é punido com uma suspensão de qualquer tipo de apresentação, somente podendo reverter a situação se vencer o campeonato mundial. E, para vencer a competição, elas têm pela frente os alemães do Das Music Machine.

O foco do roteiro continua em Beca (Anna Kendrick), mas, agora, temos uma atenção maior em duas personagens, entre elas uma novata. A primeira é Fat Amy, pois vemos o desenrolar de seu relacionamento bizarro com Bumber (Adam DeVine); a outra é Emily (Hailee Steinfeld), caloura que junta-se às Bellas. Os demais personagens, incluindo Jesse (Skyler Astin), namorado da protagonista, não são esnobados, é claro, só que apenas compõem o cenário, não temos quase que nenhum detalhe sobre suas vidas.

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Nada de ruim nisso, deixo claro, uma vez que os diálogos são muito bem escritos, especialmente os comentários dos narradores de a cappella, os hilários John (John Michael Higgins) e Gail (Banks). Por mais que tenhamos um pouco de vazio em relação às outras garotas e garotos, vemos um aprofundamento considerável nas peças-chave da história. Seja em brigas, festas ou em uma fogueira no retiro da ex-Bella, Aubrey (Anna Camp), temos momentos essenciais que não deixam a desejar em nenhum momento. Talvez algumas cenas de Beca e os DSM tenham ficado um pouco exageradas, o que chega a irritar em certas cenas. Mas é só.

Humor? Tem de sobra. Acho que não ria tanto em um filme quanto ri em A Escolha Perfeita 2 há anos. Admito que os reis do sorriso são John, Gail e Fat Amy – em algumas partes Lilly (Hanne Mae Lee) e a latina Flo (Chrissie Fit) são ótimas também – porque eles têm umas expressões impossíveis de não causar uma risada no expectador; você olha para eles e já ri. Muitas vezes o humor vem de ironias, como o fato de algumas Bellas não terem nem ideia de onde Copenhague fica ou a dupla de comentaristas revelar que todos odeiam os EUA em competições. Piadas que nós sabemos que, no fundo, acontecem na vida real e o longa não tem problema nenhum em colocá-las na telona para brincar com isso.

A trilha sonora é genial. Assim como no primeiro filme, temos disputas divertidíssimas de mashups, cantoria fora dos palcos (obrigada Fat Amy pela performance romântica em um barco!) e uma performance final perfeita. Como sempre, os demais competidores são bem mais sem graça e menos elaborados e a disputa interessante fica entre as Bellas e o DSM, é importante destacar. Mas vale a pena porque o resultado de ambos ficou sensacional! Uma curiosidade é que a canção final que toca nos créditos, “Crazy Youngsters”, é interpretada por Ester Dean, que dá vida a lésbica Cynthia.

A Escolha Perfeita custou $17 milhões e faturou $65 milhões nos Estados Unidos. O segundo custou $29 milhões e arrecadou $183,7 milhões. Arrecadou mais por quê? Simples: é mais engraçado, os personagens antigos continuam carismáticos e as novas caras não decepcionam, muito pelo contrário. A música continua incrível. Como não dar certo? Aguardamos o terceiro em 2017!

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