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Filme: Magic Mike XXL

Critica Magic Mike XXL

Vou ser sincera com vocês: estou passando por um momento difícil na minha vida e precisava rir, precisava de muita alegria. Foi isso que recebi ao ver Magic Mike XXL (EUA, 2015), continuação do hit de 2012. Além de ter me conquistado por tal motivo, devo dizer que trata-se de uma das raras vezes em que a sequência supera o filme original, pois Gregory Jacobs comandou uma produção divertida, contagiante e que te faz rir sem quase nenhum esforço.

O longa se passa três anos após os acontecimentos do anterior, com um Magic Mike (Channing Tatum) fora das apresentações calientes de dança e com um negócio próprio de imóveis. Porém, seu destino se cruza novamente com os de Tito (Adam Rodriguez), Riche (Joe Manganiello), Tarzan (Kevin Nash), Tobias (Gabriel Iglesias) e Ken (Matt Bomer), quando estes lhe falam sobre uma última apresentação dos Kings Of Tampa em uma convenção de strippers. Obviamente, Mike não resiste e junta-se aos amigos na jornada.

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Matthew McConaughey não pôde retornar para interpretar Dallas, tão pouco Alex Pettyfer como Kid, mas eles não fizeram tanta falta assim. Não mataram os personagens, ainda bem, e deram uma boa desculpa para explicar o sumiço deles. Para compensar, tivemos a adição de duas mulheres e, de quebra, uma participação especial de Andie MacDowell como Nancy. As primeiras são Zoe (Amber Heard) e Rome (Jada Pinkett Smith), fotógrafa e dona de clube de stripper, respectivamente. Papéis coadjuvantes, mas que foram bem trabalhados e inseridos na história. McDowell tem uma aparição brevíssima, só que ela é Andie MacDowell, não vamos esquecer disso.

Sim, temos aqui um misto de men power/women power; homens e mulheres (especialmente Rome) são destaque na película. Se por um lado temos Magic Mike com toda sua determinação e criatividade, do outro temos Rome, com sua personalidade forte e confiança. É claro que quem chama a atenção são os Reis de Tampa por motivos óbvios – gostosos, sem camisa e dançarinos incríveis -, mas os diálogos protagonizados pelas personagens femininas são muito bons. Rome como MC e o encontro dos rapazes com Nancy e suas amigas são hilários e fofos, por sinal (valeu Ken!).

Sensualidade? Nossa senhora. O filme acaba e você sai com um sorriso estampado na cara e a libido lá em cima. As danças dos strippers continuam extremamente sensuais e quentes e a trilha sonora regada a black music é impecável. Os atores são tão bons que você se enxerga nas felizardas que estão lá, pertinho deles: rindo à toa. Heard demonstra isso claramente, assim como a figurantes que participaram das gravações.

Não vemos o quinteto principal em coreografias constantes como em Magic Mike (2012), mas a jornada é outra. Até chegarmos lá – e vale a pena a espera! -, passamos por momentos inesquecíveis, incluindo com os Backstreet Boys, e danças não faltam. Além disso, essa mudança permitiu um maior aprofundamento nos personagens, o que foi bem legal. Ou seja, você vai conhecê-los melhor e ver mais do que belos rostos e corpos.

Magic Mike XXL é uma continuação engraçada, bem escrita e, o mais importante: tem toda a magia de Tatum e companhia. São duas horas de pura diversão, novos personagens interessantes e alta temperatura.

Poster Magic Mike XXL

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